A ameaça demográfica sudanesa em Israel

Curso Herança Judaica do Novo Testamento
Sudaneses em Tel Aviv

Israel é um país que sofre constantemente ameaças para sua existência por parte de seus inimigos comuns, os países visinhos e a autoriadade palestina. Nos útimos anos a ameaça têm sido feita constante pelo presidente do Irã, mas agora, a maior ameaça para o Estado de Israel vêm de onde menos se esperava, do Sudão.

Após décadas sangrentas de guerra entre o sul e o norte do Sudão, milhares de sudaneses fizeram seu caminho em direção ao norte, chegando ao Egito em busca de paz e oportunidades de trabalho. As primeiras famílias chegaram em Israel a cerca de 4 ou 6 anos, a pé, pelo caminho do Sinai, sofrendo o risco de serem mortos por soldados de fronteiras egípcios.

Com a chegada das primeiras famílias, começou a se espalhar a “fama de Israel” em meio aos refugiados sudaneses no Egito e na população no Sudão, o ritmo da imigração então foi se escalando cada vez mais e o desequilíbrio demográfico pode se tornar uma ameaça real no novo Estado de Israel. Enquanto a população em Israel é de apenas 7 milhões de habitantes, no Sudão, a população passa de 40 milhões, daí, pode-se compreender que até mesmo 1% da população deste país chegando a Israel, pode representar o aumento mais de 16% da força trabalhadora em Israel, o que poria em risco o trabalho de muita gente.

Com o aumento da imigração no sul de Israel e os últimos incidentes de atentados terroristas realizados pela corja do Hamas, o Governo de Israel decidiu que está na hora de construir uma muralha ou cerca que deverá separar definitivamente o península do Sinai do Estado de Israel, o que poderá reduzir em muito o imigração ilegal e o risco de atentados como o que houve este ano junto a cidade de Eilat.

O problema é que cada quilômetro de cerca custa ao Estado de Israel cerca de 1 milhão de dólares em tecnologia, construção e mão de obra. Estes fatos deverão atrasar a obra para até o final de 2013. Segundo as estatísticas, a população de sudaneses em Israel deverá chegar até o final deste ano em até cerca de meio milhão de trabalhadores, o que pode se tornar explosivo socialmente, pois o governo de Israel não quer permitir oficialmente que os mesmos tenham visto de trabalho, afinal, muitos israelenses e árabes perderiam seu ganha pão.

Crise social e violência

Enquanto a população de sudaneses aumenta, aumenta a crise social, o preconceito e a raiva da população israelenses contra os imigrantes e contra o governo que não toma nenhuma atitude concreta para evitar a crise a a imigração ilegal.

Esta semana houveram vários incidentes e protestos em Tel Aviv e em outras localidades menores em Israel contra os sudaneses, os incidentes foram irrigados com descriminação, ofensas e até mesmo atos de violência, algo que não se vê na população de Israel desde os tempos das grandes crises financeiras e sociais nos anos 70.

Enquanto a crise se espalha os políticos se aproveitam para espalhar promessas e ideias de projetos de leis sem fundamento e o populismo toma lugar em busca do maior número de votos possível. Em meios aos protestos, até mesmo os judeus de origem etíope têm sofrido agressões devido a semelhança dos mesmos com os sudaneses. Se não houver uma negociação com os governos do Sudão e da Eritreia para viabilizar um retorno dos imigrantes, Israel poderá em poucos meses enfrentar uma das maiores crises sociais em sua história moderna justamente de onde menos esperava.