A incrível história de Abraham Sinai

Abraham Sinai é um judeu israelense convertido, de ascendência libanesa, e enquanto trabalhava para o grupo terrorista Hezbollah, um dos piores inimigos do povo de Israel, ele serviu como um informante para as Forças de Defesa de Israel e o serviço de inteligência israelense, o Mossad.

Libanês e nascido em 1963 na aldeia árabe-xiita do vale Baka, no Líbano, se chamava Ibrahim Yassin, onde ele cresceu, junto com oito irmãos, um xiita muçulmano.

Em tenra idade, sua família emigrou para o norte do Líbano, para a sede dos falangistas cristãos libaneses. Em 1982, com a eclosão da primeira guerra do Líbano, a família retornou para o sul, por medo da sua vida de seu irmão mais velho que serviu no Exército do Sul do Líbano, e que suspeitavam de que ele colaborava com o Mossad israelense.

De acordo com seu testemunho, mesmo durante este período, ele já se identificava completamente com o lado israelense na guerra e via as Forças de Defesa de Israel, juntamente com o Exército do Sul do Líbano, como forças para libertação da opressão muçulmana. Segundo ele, a atividade israelense ajudaria a estabilizar a região, e acabaria com o terrorismo árabe palestino, aliviando a vida dos moradores libaneses. Portanto, ele decidiu espionar para eles e, junto com seu irmão, contatou um oficial israelense e eles lhe deram informações sobre o que estava acontecendo na região do vale.

Em um determinado momento, surgiu a suspeita de que ele era um colaborador, espionando o Hezbollah para Israel, e o fato de que dois de seus irmãos serviram ao Exército do Sul do Líbano, levou-os a sequestrar seus três irmãos e seu pai. Ele foi preso sob a acusação de traição e foi investigado regularmente debaixo de tortura, por membros da organização que estavam tentando determinar o grau de suas relações com as Forças de Defesa de Israel e quais as informações que ele lhes passou.

Durante seu interrogatório, Yassin sofreu severas torturas, incluindo ser amarrado, chutado e espancando. Segundo ele, durante seu primeiro interrogatório, seus captores amarraram-no à parede e raspara a pele nas costas com uma faca. Em um de seus interrogatórios em que Imad Mughniyeh estava presente, seus interrogadores levaram seu filho de nove meses. Depois de perceber que ele não tinha a menor intenção de cooperar com eles, eles derramaram combustível sobre o bebê e atearam fogo, matando-o diante de seus olhos.

Em 1986, depois de um ano no cativeiro do grupo terrorista Hezbollah, Yassin foi liberto na sequência de uma reconciliação mediada e feita por seu primo da família de seu pai, um dos membros sênior do grupo terrorista Hezbollah, junto com os membros da organização. Como parte dessa transação, ele se tornaria um oficial de inteligência do Hezbollah, tendo que recolher informação secreta de Israel para eles, sob a fiscalização de seu parente.

Yassin voltou para sua casa, mas horrores do passado não foram esquecidos, ele queria se vingar da organização terrorista, e em vez disso, aproveitou a ocasião para fortalecer seus laços com o as Forças de Defesa de Israel. Mesmo sob a mediação de seu irmão, Yassin encontrou-se repetidamente com o oficial israelense ao qual passou informações no passado, e ganhou sua confiança.

Depois de passar uma série de testes pelo serviço de inteligência israelense, o Mossad, ele foi plantado no Hizbollah e começou a ser utilizado como um agente para eles. Ele estima que pelo menos uma vez por mês ia a fronteira de Israel e lhes enviava informações relevantes sobre bases, e a demanda geral das atividade da organização terrorista.

Ao mesmo tempo em que espionava para Israel, ele começou a avançar nas fileiras da organização e ao longo dos anos, alcançou a patente de um oficial de inteligência onde foi exposto a informações significativas. Desde os segredos e até mesmo informações dos negócios do grupo terrorista, tudo isso, por mais de dez anos. Yassin mantinha assim sua atividade como agente duplo.

E realizou muitas tarefas em nome da organização terrorista e deu informações valiosas para o Mossad. Em 1997, ele estava envolvido em uma missão secreta arriscando ainda mais sua vida. Naquela época, Israel abriu as suas portas aos refugiados do sul do Líbano e Yassin, sua esposa e seus cinco filhos mudaram-se para a cidade israelense de Tzfat(Safed).

Em 2000, depois de uma visita à sinagoga local em Safed, no Yom Kippur, o dia do Perdão, ele decidiu converter-se, juntamente com sua esposa e filhos que haviam se mudado para a cidade com ele, tudo foi feito em um processo longo com o rabino Shmuel Eliyahu.

Ele mudou seu nome para Avraham Sinai e começou a estudar na Yeshiva Ohr Yakar em Safed. Com sua conversão, parou a ajuda financeira do estado juntamente com suas atividades como espião, e ele agora ganha a vida palestrando e conta a história de sua vida.

O Sinai é casado com Ziva (antiga “Diva”) e tem sete filhos. Filhos e filhas que servem hoje no exército de Israel, servindo na infraestruturas nacional.

Em 2016, seu filho Amos, um combatente na Brigada Golani Batalhão 51 das Forças de Defesa de Israel, recebeu uma medalha de honra do Presidente de Israel. Alguns anos após a sua chegada a Israel em 2003, seu irmão, Ahmed Yassin Seus quatro filhos escaparam do Líbano para Israel, ele recebeu asilo político e assim como seu irmão, decidiu se converter ao judaísmo.

Esta é a história incrível de uma família de libaneses, considerados inimigos de Israel, que preferiram enxergar a verdade, e reconhecer que seu verdadeiro inimigo não é o Povo de Israel, mas sim os extremistas que vivem dentro de seu país. O que o Povo de Israel e o Estado de Israel querem é simplesmente viver em paz.