Beduína vendida duas vezes, estuprada e condenada a 11 anos de prisão por assassinato

Esta é uma daquelas histórias trágicas que levam o ser humano ao limite, ao se perguntar o que a justiça pode realmente fazer em casos como este.

Esta jovem Noor(pseudônimo)  foi vendida pela primeira vez para um home cego quando tinha apenas 16 anos de idade. Um ano depois ela foi vendida para outro homem, aos 17 anos foi forçada a se casar como outro que tinha 46 anos de idade.

Segundo o testemunho dela, ela foi violentamente estuprada e por fim não resistiu a humilhação e resolveu por fim ao seu agressor e estuprador.

Esta mulher beduína assassinou seu marido e foi condenado a nada menos que 11 anos de prisão, ela pediu ao Supremo Tribunal de Justiça de Israel para ser reconhecida como uma vítima de tráfico de seres humanos.

Noor foi vendida aos 16 anos para um homem cego e com a idade de 17 foi vendida novamente como segunda esposa, para um homem de 46 anos que a estuprou. em janeiro de 2013, ela o matou e foi condenada. Agora ele pede para ser reconhecida como uma vítima de tráfico de seres humanos, e se perguntam por que não o fez durante seu julgamento há cinco anos.

Em setembro 2017, o YnetNews publicou sua história de vida e seu pedido de perdão, que ela apresentou em 2016 para o presidente de Israel, mas ele aceitou porque não havia justificativa para anistia neste ponto.

“Tráfico de jovens beduínas por lucro financeiro e contra a sua vontade, Força-las a bigamia e ameaça-las de assassinato e ataque contra a honra da família que deve ser preservada – é uma questão que pode ser tratada dentro da jurisdição do Supremo Tribunal de Justiça”, diz a petição apresentada pelo advogada Roni Aloni-Sadovnik, que foi levada ao ministro da Justiça e o chefe de polícia.

“O Estado de Israel dormiu durante anos em face ao “tráfico de crianças para lucro” em Israel. Soa terrível, mas esta é a realidade em grupos fechados e tradicionais do Estado de Israel e suas políticas demonstram fracasso colossal em erradicar este fenômeno “.

O crime cometido pela jovem beduína não passa na realidade de uma tentativa de se ver livre de suas torturas, de resgatar sua dignidade, sua infância foi roubada por criminosos. Seria esta jovem digna de ser absolvida? Creio que cada um terá uma resposta franca sobre esta situação, mas a justiça estará longe de ser solucionada. O terror imposto as jovens beduínas não somente em Israel mas no mundo todo é algo gritante e irritante. Até quando estes “homens” vão se achar no direito de controlar estas vidas tão frágeis que merece decidir seu destino.

Foto Ilustração: PixaBay – Fonte: YNETNEWS

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