Cada vítima uma história: Aharon Ben Hanna e Joseph Samuel

Aharon Ben Hanna e Joseph Samuel nasceu no ano de 1850 na Hungria, seu pai, um discípulo sábio e conhecido, serviu como rabino na cidade de Sabad, na Hungria, e quando emigrou para Israel estava entre os chefes da comunidade húngara.

A família morava fora dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, no bairro novo de “Mishkenot Sha’ananim”. À noite, ele não parava de estudar.

O ano foi abençoado pelas chuvas que encheram todas as cisternas dos pátios das casas, e os moradores judeus da cidade não seriam obrigados a comprar água em dinheiro dos moradores árabes do vilarejo de Silwan.

Os árabes, que viram seu sustento cair de suas mãos, começaram a invadir as casas judaicas, saqueando e roubando suas propriedades. No primeiro dia do mês de Tevet (Janeiro de 1873), vários árabes invadiram a casa da família. Aharon parou de estudar, espantou os invasores, perseguiu-os e tentou pegá-los. Os árabes que estavam com medo de que fossem identificados por ele, atiraram nele. Aharon foi atingido por 12 balas e transferido para um hospital. Na sexta-feira, dia 5 de Janeiro de 1873, ele não resistiu e morreu de seus ferimentos, e foi sepultado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras. Deixou uma viúva, filha, pais e irmãos.

O caso do assassinato é descrito no livro “Yishuv”, no jornal do Líbano e no livro da Kadisha Company. Aharon Ben Hanna e Joseph Samuel foi uma das primeiras vítimas reconhecidas pelo país, pessoas como ele mortas por que eram judeus e faziam parte do processo de reconstrução da nação a caminho da independência de Israel, que somente ocorreu mais de 70 anos mais tarde. Seja abençoada a sua memória.

Fonte: Ministério da Defesa de Israel

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