Colunista americano palestino Ray Hanania: árabes cristãos recebem mais apoio de Israel do que de árabes muçulmanos

Em uma recente coluna no diário árabe saudita em inglês, o colunista cristão palestino-americano Ray Hanania lamenta que os árabes cristãos recebam mais apoio de Israel do que de seus árabes.

Como exemplo, ele apresenta o cineasta palestino-cristão Shady Srour, cujo novo filme, Holy Air, é celebrado pelos israelenses, mas é provável que seja desconsiderado pelos ativistas árabes porque foi feito com financiamento israelense. Ativistas árabes, diz Hanania, concordam com a idéia de que cristãos e árabes muçulmanos são irmãos, mas na prática não consideram os árabes cristãos como iguais – especialmente se esses cristãos desafiam os princípios árabes tradicionais, como apoiar a BDS ou rejeitar a normalização. Israel.

Salientando que os filmes são muito mais eficazes do que os protestos que visam influenciar a opinião pública, Hanania sugere que, em vez de rejeitar a normalização com Israel, os árabes façam filmes de qualidade que mostrem aos israelenses e ao resto do mundo a face positiva dos palestinos e árabes.

“Shady Srour, um cineasta palestino-cristão baseado em Nazaré, produziu um filme cômico chamado ‘Holy Air’, que recebeu grande apoio promocional de ativistas israelenses. Trata-se de um personagem fictício que inventa um esquema para vender ar da Terra Santa para enriquecer a si mesmo e pagar as contas de sua família. É um dos vários filmes feitos por palestinos que encabeçam este ano o Festival de Cinema de Israel em Los Angeles.

A conclusão que Ray Hanania chegou e foi publicada no The Middle East Media Research Institute é óbvia e somente cegos não podem ver. A população cristã foi forçada através do terror e da propina a deixar os territórios árabes. Antes da Primeira Intifada, a população de Betlehem, cidade onde Jesus nasceu era de 80% de cristãos e 20% de muçulmanos. 30 anos depois, com a pressão dos grupos terroristas e da “Autoridade Palestina” contra os cristão, este quadro se inverteu. Hoje são apenas 20% de cristãos e 80% de muçulmanos. Muitos cristão se sentiram em perigo de vida e simplesmente decidiram abandonar a região.

O Estado de Israel por sua vez garante a liberdade religiosa e a segurança de lugares santos para as três religiões, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Já nos territórios palestinos, as sinagogas e igrejas são constantes alvos de ataques por parte dos muçulmanos, e na grande maioria dos casos, a “Autoridade Palestina” não faz nada para melhorar a situação.

De fato, o que há no meio palestinos é uma tática constante de islamização da sociedade árabe em geral, o que força aos cristãos a pensarem se não é melhor simplesmente abandonarem tudo e tentar a vida em outro lugar. Se um dia houver declaração de independência de um “estado palestino”, isto poderá significar a fim da comunidade cristã nos territórios sob o controle árabes na Judeia e na Samaria.

Foto acima: Common Media – Bethlehem, uma cidade cristã que se transformou em muçulmana.

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