Conspiração israelense ou islâmica?

Nos últimos dias fala-se muito do extermínio de um engenheiro que era um ativista  do grupo terrorista Hamas. Tanto os familiares do engenheiro palestino quanto o grupo Hamas se apressaram em dize que a culpa é de Israel.

Segundo as primeiras investigações os exterminadores do cientista terrorista são de origem européia, caucasianos e altos. Seriam eles agentes do Mossad ou seria esta uma operação de outros criminosos ou outros grupos de inteligência e serviços secretos de outros países. De qualquer forma, nenhuma prova para as afirmações infames que acusam a agência secreta de Israel foi confirmada.

O Governo de Israel nem mesmo se deu ao privilégio de negar ou confirmar, o fato é que há muito mais em jogo do que a questão de assumir ou não a autoria do extermínio.

Nos últimos anos não foram poucas as acusações de que o Mossad realizou outros extermínios como este, mas ao que tudo indica, é muito mais ficção do que realidade. Mas uma coisa é certa, o medo está se apegando aos inimigos de Israel.

Para surpresa de todos, o próprio líder do Hezbollah levou a público acusações de que o Mossad, a agência Secreta de Israel também é o provável responsável pelo extermínio de uma série de “cérebros” libaneses que ocorreram nos últimos dias. De fato, pode até ser que o Mossad esteja envolvido com operações como estas, mas é muito mais provável que se trata de acertos de contas entre árabes doque interesse de Israel.

Muitos destes “extermínios” que são atribuídos ao Serviço Secreto de Israel na realidade são resultados de conflitos de interesses entre as diversas correntes do Oriente Médio. Uma prova disso o pedido de demissão forçado que fora imposto ao Presidente do Líbano, Saad Al-Hariri que foi praticamente raptado para a Arábia Saudita. No final do processo, por causa da pressão internacional ele foi liberado e acabou voltando atrás em sua demissão. Se não fosse a pressão dos EUA e da Europa Al-Hariri já estaria morto há muito tempo.

Minha conclusão é que o Serviço Secreto de Israel não é inocente, nas condições em que o país se encontra cercado de ameaças e inimigos, é um mau necessário. Mas usar o Mossad como bode expiatório é um caminho fácil demais, facilita as organizações criminosas como Hamas, Hezbollah e governos sombrios como da Síria e Irã, criarem uma cortina de fumaça em suas verdadeiras intenções.

Então, diante do que podemos refletir aqui, de quem é a conspiração, israelense ou islâmica? Julgue você mesmo e deixe-nos a sua opinião.

Direto de Israel, Miguel Nicolaevsky

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