Contagem Regressiva: 33 dias para completar 70 anos do Estado de Israel – Os desafios geopolíticos

Contagem Regressiva: Estamos apenas 33 dias para completar 70 anos de independência do Estado de Israel e a questão hoje é sobre os desafios geopolíticos que o país deve enfrentar nos próximos anos.

O fracasso total de seguidas tentativas de acordos de paz entre judeus e árabes está levando o país a uma das mais perigosas encruzilhadas na história moderna. Se o Estado de Israel permanecer com as fronteiras atuais, que não incluem a maior parte da cordilheira central na Judeia e Samaria, ficarão de foram do país cerca de 700.000 judeus, vivendo em um território de maioria árabe de cerca de 2.000.000 árabes, controlados pelo governo terrorista da Autoridade Palestina e do Hamas.

Por outro lado, se houver uma anexação deste território, o árabes palestinos mais os árabes israelenses, cerca de 1.600.000 , somariam facilmente 3,6 milhões de moradores, somando-se aos árabes de GAZA, a ameaça demográfica se tornaria real e por causa da democracia o Estado de Israel viria a sucumbir.

Além destes problemas, o território estreito controlado por Israel hoje é um risco em termos geográficos, e nas últimas grandes guerras, já se mostrou mais que visível o fato de que é praticamente impossível defender um território como este sem muitas baixas. O Hamas e o Hezbollah podem facilmente lançarem mísseis que atingiriam todo o território nacional, pondo em risco a população civil. Infelizmente, por causa disso, a única coisa que impede os inimigos de Israel atacarem de forma conjunta afim de massacrar os judeus, é o fato deles saberem que a resposta militar da IDF representaria mais uma derrota amarga para eles.

O Problema Imobiliário e o Custo de Vida

Ainda por causa dos desafios geopolíticos, Israel enfrenta diariamente outro problema grave que afeta drasticamente qualquer economia, em qualquer país. O cerne dos problemas econômicos está intimamente ligado ao Custo de Vida e ao Preço dos Imóveis, que são dos mais altos entre os países ocidentais.

Se a cerca de uma ou duas décadas as pessoas de classe média e média baixa ainda conseguiam planejar a vida e comprar imóveis, nos dias de hoje isto se tornou uma tarefa quase impossível. Na realidade, nos últimos anos, a questão de compra de imóveis se tornou um privilégio para a classe média alta ou os ricos mesmo. Os preços de imóveis dispararam, para entendermos melhor, vou dar um exemplo.

Em 2004 quando um indivíduo deu entrada em seu apartamento de 3 quartos, salão, sala de jantar, cozinha, banheiros e jardim, o seu preço era de 690.000 shekels, o dólar por sua vez valia 4,5 shekels, ou seja, o imóvel valia em dólar 150.000 dólares. É verdade que o preço já era alto em relação a muitos países, mas veja o que aconteceu cerca de 12 anos depois. O mesmo imóvel hoje vale em torno de 2.100.000 shekels, ou seja, 2,1 milhões de shekel, e não a preço de mercado, em avaliação simples. De calcularmos agora este preço pelo valor do dólar de hoje, que baixou bastante em relação a 2004, hoje o dólar vale aproximadamente apenas 3,5 shekels. Então o preço do imóvel em dólar é de cerca de 608.433 dólares, ou seja, o imóvel vale hoje em nada menos que 4 vezes mais que em 2004. Creio que nenhum investimento deu tanta rentabilidade quanto imóveis em Israel, especialmente na cidade onde este imóvel foi adquirido, em Modiin.

O que ainda mais dificulta para quem deseja adquirir um imóvel no país nestes últimos anos foi o resultado da crise imobiliária mundial que ocorreu por consequência da crise imobiliária americana em 2006, 2007 e 2012. O que gerou uma grande falta de confiança no mercado, fazendo com que os governos do Mundo inteiro tornassem as regras de crédito imobiliário mais rígidas.

Antes de 2012 era possível hipotecar residências novas em valores até 80% do imóvel ou em casos extremos 90% do imóvel, ou seja, de entrada, o comprador do exemplo acima poderia participar com cerca de 100.000 shekels que representaria cerca de 15% do imóvel e os bancos aceitariam facilmente. Hoje os bancos estão exigindo dos compradores no mínimo 50% do valor do imóvel, ou seja, compradores que não dispõe de cerca de 1 milhão de shekels não tem a menor chance de adquirir imóveis. Ainda que consigam juntar este dinheiro, os valores estão tão altos que a prestação mensal ficaria em pelo menos 5.500 shekels por mês, o que afeta em muito qualquer orçamento familiar.

Um dos problemas para o alto custo de imóveis em Israel está relacionado diretamente a questão das propriedades das terras e o custo de vida. Uma vez que com o território bastante reduzido, ainda que hajam muitas áreas livres, muitos estão debaixo da administração palestina, o que impede o uso das mesmas, ainda que o Estado de Israel aprove a construção em determinadas áreas, este processo é complicado, lento e ineficaz. Uma mudança para a anexação simplificaria muito esta situação e lançaria no mercado muitas áreas alternativas com um custo baixo de terrenos para construção civil.

O Estado de Israel realmente se encontra em uma encruzilhada geopolítica, territorial, econômica e imobiliária, só o tempo irá dizer para onde o vento vai soprar, se os preços e o custo de vida vão continuar subindo, estabilizar ou baixar.

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