DA BOA CONDUTA ou, de como construir uma vida irrepreensível

Por Prof. J. Pietro B. Nardella Dellova

Cuide bem do seu jardim porque as borboletas virão…
Mário Quintana (poeta do Brasil)

A primeira lição que deve estar fixada refere-se às ESCRITURAS SAGRADAS. A comunidade judaica baseia-se e ensina as Escrituras Sagradas, especialmente e, por excelência, a Torá. Pois, o que se pretende é a construção de um caráter que seja substancialmente “Torá”, de uma atuação na Sinagoga, no estudo das Parashiot ou na música, que seja a partir dEla, de um comportamento ético e humano, enfim, de uma vida de Mitzvôt.

Os ensinamentos não devem ser recebidos para uma vida passiva, de espera, de alienação, mas, para uma vida ativa, de atitudes, de consciência: afinal, o seguidor do Rabi Yeshua BenYosef é uma pessoa que faz, que constrói, que atua, que ilumina, que tempera, que levanta as mãos, tanto para agradecer e abençoar quanto para realizar.

Desde sempre, é ensinado nas Sinagogas que cada pessoa deve, respeitosamente, possuir e portar consigo (e em si) uma Torá, para servir não somente de exame, estudos e verificação constantes mas, no caso dos pais e dos rabinos e outros líderes, como exemplo aos filhos e aos mais jovens.

A Torá deve ocupar um lugar de RESPEITO e devemos ter em relação a Ela uma atitude de REVERÊNCIA, tanto na Sinagoga, bem como e sobretudo, nas nossas casas. Ela deve ser concebida como sendo a PALAVRA DE D’US para nós, o livro do qual podemos descobrir a vontade de D’us para o seu Povo e para as pessoas de uma forma geral. No dizer de David, o salmista,

a Palavra (Torá) de D’us é lâmpada para os meus pés
e luz para o meu caminho.

Desta forma não se trata apenas de uma recomendação, mas de uma exigência da própria consciência de cada homem de bem e um imperativo da Mitzvá que todos possuam uma Torá, pois nela verificaremos cada Mitzvá, em cada situação e aprenderemos o Temor de Adonai.

A Torá deve ser estudada como Texto por Excelência, o maior de todos. Mas, jamais abandonando-se os Nevi’im, sua alma e seu sentido; os Ketuvim, sua poesia e louvor e, finalmente, as Narrativas e Cartas pós Yeshua BenYosef, sua concretude, realização e presentificação, bem como, esperança dos gentios. Ao conjunto daremos o nome de Escrituras Sagradas, porém, sempre com apreensão à partir da Torá, a Instrução Magna!

As Escrituras Sagradas devem ser lidas e estudadas diariamente. É de grande utilidade que se tenha um Dicionário da Língua na qual elas foram traduzidas, por exemplo, Escrituras Sagradas em italiano requerem um dicionário comum da Língua Italiana; em português requerem um dicionário comum da Língua Portuguesa. Igualmente, é de fundamental importância um Dicionário ou Enciclopédia Hebraica, bem como livros de Arqueologia, História.

Uma providência elementar deve ser tomada: além de estabelecer um horário para a leitura e estudos, é necessário a disposição de um lugar, de um aposento e de uma mesa. Estabelecido o horário, o estudioso e leitor não deve ser incomodado (não deve atender a ninguém, não deve atender telefones ou se ocupar de outras coisas). Aquele horário e aquele lugar devem ser exclusivos, pelo menos no momento das leituras. Os dicionários devem estar à mão, sobre a mesa, como também um caderno de anotações.

O Estudo das Escrituras Sagradas, como de qualquer outro livro, deve seguir um ritmo e um propósito e, além disso, deve ser estabelecido por assunto pois, qualquer leitura lançada ao vento, de trechos sem nexos, sem começo e sem fim é, na verdade, uma leitura perdida e sem razão de ser. As Escrituras Sagradas não são livros de magia, por isso mesmo não é aconselhável que seja lida por versículos. Os versículos devem ser lidos em conjunto, dentro de um determinado capítulo ou assunto que, por sua vez, será lido junto com outros capítulos até a conclusão daquele específico Livro. Não se deve ter pressa para esta leitura: o mais importante é fixar bem o conteúdo do texto, aprofundá-lo, entendê-lo, compreendê-lo em toda a sua dimensão e no seu momento histórico e, somente avançar, depois de selar o texto com uma longa reflexão pessoal. A leitura segue o ritmo do vai-e-vem das ondas e das marés sobre as areias da praia.

O objetivo é a absorção da mensagem e seu imediato estabelecimento na prática, ou seja, sua presentificação pois, ao estudar as Escrituras Sagradas, sobremodo a Torá, está-se construindo um caráter e um modo-de-ser-no-mundo. Por isso mesmo as mudanças devem se fazer perceptíveis no modo de viver: no trato com as pessoas, no modo de trabalhar, no jeito de vestir-se, no modo de negociar, no modo de estar em família, nos gestos e nas expressões das mãos e da face, na maneira de caminhar , e de acomodar-se a uma cadeira, sofá ou diante de uma mesa, na maneira de alimentar-se e, finalmente, na comunicação verbal, utilizando-se sempre de palavras e modo de dizer apropriados. Enfim, ser uma pessoa-Torá, reconhecidamente uma luz no mundo.

O homem e a mulher de D’us devem constantemente buscar o desenvolvimento, o crescimento, exatamente como revela Sh’lomo BenDavid:

mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.

Ao contrário das pessoas que se voltam contra D’us e não ficam em seus mandamentos porque

o caminho dos ímpios é como a escuridão,
nem conhecem aquilo em que tropeçam.

Mais, muito mais, que ler e estudar as Escrituras Sagradas é estar atento à Palavra de D’us que se pretende encontrar. É preciso ir além do ouvir: é fundamental escutar a Palavra de D’us, concentrar-se nela, inclinar-se a Ela, tê-la como objetivo de vida, como fundamento do coração. Não basta conhecer a Torá, é preciso vivê-la, conforme ensina o sábio Sh’lomo BenDavid:

filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos seus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para o seu corpo.

Desde os primeiros tempos guardar e observar a Palavra de D’us é um mandamento, uma Mitzvá:

…ponde pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as, por sinal, na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos…(Devarim 11:18)

A casa de um homem de D’us não deve ser um lugar qualquer, deve ser um templo dedicado a D’us, no qual os membros da família se encontrem sempre servindo a D’us, para que não se percam da Palavra de D’us:

o qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa.

Certa vez, Yehoshua (Josué) juntou o povo de Israel e disse-lhe:

Agora pois, temei ao Eterno e servi-o com sinceridade e com verdade … porém se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Eterno, escolhei hoje a quem sirvais … porém eu e a minha casa serviremos ao Eterno.

Ao ler as Escrituras Sagradas deve-se estar vestido e postado de um modo respeitoso. Não necessariamente formal, mas simplesmente respeitoso, valendo-se do Talit e Kipá, para os homens, e de um leve véu para as mulheres.

Não se deve ler as Escrituras Sagradas, por exemplo, deitado. Também, não se pode ler as Escrituras Sagradas sem camisa porque as Escrituras Sagradas são a Palavra de D’us e, ao estudá-las ou, simplesmente, ao lê-las, estamos fazendo uma verdadeira Invocação de D’us e, de certa forma, falando com Ele. A reverência às Escrituras Sagradas equivale à reverência que devemos a D’us e que, todo homem conhecedor de D’us, demonstrou-lhe em algum momento.

Adão e Eva, quando ouviram a voz de D’us que passeava pelo jardim, esconderam-se porque estavam nus, conscientemente nus, e D’us lhes fez roupas de pele e D’us os vestiu . Porque D’us nos quer perfeitos e reverentes, como foi dito a Abrão (antes de se tornar Abraão): Eu Sou o D’us Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.

E depois disso, quando Abraão estava assentado à porta de sua tenda (porque o dia estava muito quente) levantou os olhos e viu três anjos do Senhor e, vendo-os, correu ao seu encontro e inclinou-se à terra. A mesma coisa sucedeu-se com Ló, o sobrinho de Abraão, pois quando viu os mesmos três anjos do Eterno levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.

Memorável foi o encontro de Moisés com D’us: …e apascentava Moisés o rebanho …e levou o rebanho atrás do deserto, e veio ao monte de D’us, a Horebe. E apareceu-lhe o anjo do Eterno em uma chama de fogo do meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E Moisés disse –agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima – E vendo o Eterno que se virava para lá a ver, bradou D’us a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! – e ele disse: Eis-me aqui. E disse D’us: não te chegues para cá –tira os teus sapatos dos teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa- e D’us disse mais: Eu Sou o D’us de teu pai, o D’us de Abraão, o D’us de Isaque e o D’us de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para D’us…

E em outro encontro de Moisés: então disse Moisés a D’us: rogo-te que me mostres a tua glória. Porém Ele disse: eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Eterno diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer. E disse mais: não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o Eterno: Eis aqui um lugar junto a mim; ali te porás sobre a rocha. E acontecerá que, quando a minha glória passar, te porei numa fenda da rocha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas, mas a minha face não se verá … e o Eterno desceu numa nuvem, e se pôs ali, junto a ele, e ele apregoou o nome do Eterno… E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra e encurvou-se.

O mesmo encontro que teve Yehoshua (Josué): então Yehoshua se prostrou sobre o seu rosto na terra, e o adorou, e disse-lhe: que diz meu Senhor a seu servo ? Então o príncipe do exército de Adonai disse a ele: descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Yehoshua assim.

Ensinou o sábio Sh’lomo BenDavid que o temor do Eterno é o principio da ciência… Qualquer passo que pretendamos dar em direção ao conhecimento das coisas de D’us, em função da sua Palavra, da descoberta e da experiência que desejamos ter com Ele, começa, necessariamente pelo temor a D’us e pela reverência que devemos manter sempre por tudo o que estiver relacionado a D’us, a começar pela sua Palavra e pelos lugares a Ele consagrados. Até mesmo as nossas palavras dirigidas a Ele devem ser sopesadas e dimensionadas, conforme os ensinamentos do mesmo sábio:

Guarda o teu pé quando entrares na Casa de D’us; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de D’us; porque D’us está nos céus e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras…

Também, é bastante edificante e significativo que o pai e mãe de família reúnam seus filhos ao redor da mesa, para dividir o pão com as mãos, especialmente o pão feito em casa, e falar-lhes sobre a Palavra de D’us, porque Ela é vida e sem Ela os filhos se perdem e não encontram seus rumos e mais que isso, não se encontram a si mesmos. Porém, muito mais que edificante e significativo, esta reunião é mandamento de D’us, também desde o início:

ponde, pois estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma … e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentando em sua casa, e andando pelo caminho, e deitando-se, e levantando-se; e escreve nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas, para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos…

E outra vez, ainda é a voz de D’us determinando o ensinamento dos pais para os filhos, e para os netos e para toda a geração:

tão somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos..

Normalmente, uma família começa a se desfazer quando se desfaz a mesa, isto é, a reunião, o estar em torno do pai e da mãe. Gerações inteiras se perdem e se desorientam quando convertem a casa em uma pousada, em um albergue, em um lugar que existe apenas para se dormir e comer.

O centro da casa e da família mudou-se da mesa para a sala que, num passado remoto, era sala de estar para recepção de visitas: agora é sala de televisão e o que é pior, televisão que apresenta programas de violência, não educativos e que tornam as pessoas mais ignorantes e insensíveis. Alguns não sabem mais o que significa mesa, pão, fazer pão em casa, agradecimento, dividir com as mãos, lugar de honra à mesa, reverência, respeito pelos mais velhos, preferência aos pais e mais velhos e, perdendo-se, as pessoas compram sacos de pães industrializados e sem nenhuma consciência tomam seus pratos ou seus lanches e dirigem-se para diante da televisão. Antes a mesa incentivava a união, hoje a televisão separa e espalha.

Porém, o homem e a mulher de D’us, devem reverter este quadro se, e quando, pretenderem servir a D’us com a sua casa. É preciso reconstruir estas relações. A começar do próprio fazer o pão em casa, do dar sentido à mesa. É preciso que o pai de família reencontre sua cadeira no lugar de respeito, na posição de autoridade familiar, que faça seus filhos se cobrirem para se sentarem à mesa, em seus lugares, que os faça esperar uns pelos outros porque comer, entre os filhos de D’us, não deve ser como comer entre os animais: para os filhos de D’us o comer é um pretexto para que a família esteja reunida, para que uns olhem para os outros e, sobretudo, para receberem o bocado de pão partido com as mãos do pai e com ele a bênção paternal.

Não é possível aos filhos de D’us que a televisão ou a fome ocupem o lugar sagrado da família e a autoridade do pai e da mãe, exatamente porque durante a refeição, o partir do pão, o pai deve aproveitar para falar da Palavra de D’us, começando pelos ensinamentos básicos, pelos princípios fundamentais que não mudam nem devem se perder:

e saberás pois que o Eterno, teu D’us, é D’us, o D’us fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.

Os pais têm a grande incumbência e o dever de ensinarem diuturnamente os filhos nos caminhos em que devam andar, mas o maior ensinamento é o exemplo que podem dar a seus filhos, pois eles, os filhos, tomam os pais para modelo, para exemplo, sejam bons ou maus. O primeiro ensinamento/mandamento que deve ser divulgado todos os dias é exatamente:

amarás pois o Eterno, teu D’us, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.

O segundo ensinamento/mandamento é:

amarás o teu próximo como a ti mesmo.

E, de acordo com o Rabi Yeshua, não há maior mandamento que estes. Porém, não se trata de apenas pronunciar tais palavras, mas de vivê-las intensa, profunda e verdadeiramente.

A casa de uma família que pretenda estar na presença de D’us deve ser harmoniosa, a música suave deve encher todos os aposentos. O ambiente deve ser limpo, organizado e perfumoso. O espaço da casa deve ser de um encontro e um lugar de paz, insubstituível, incomparável, porque é exatamente nesse lugar em que a Palavra de D’us deve ser recordada e lembrada todos os instantes. Os pais não podem apenas ensinar, mas devem dar o exemplo constante de uma voz suave, de uma vida digna, de um comportamento tal que dele os filhos venham a se lembrar por toda a vida. Os filhos procurarão reproduzir nas suas vidas futuras o espaço em que foram criados: se de paz, amor e harmonia reproduzirão exatamente isso; mas, se de desorganização, desrespeito, discórdia, também esse será reproduzido. Não são as coisas da casa que têm importância, mas as pessoas que ali viverem! A casa deve, enfim converter-se naquele grande monte onde D’us se encontrava:

e vós vos chegastes, e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até o meio dos céus e havia trevas, e nuvens e escuridão. Então o Eterno vos falou do meio do fogo; a voz das Palavras ouvistes, porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma. Então vos anunciou Ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.

Ao final desses encontros familiares em torno da mesa, do partir do pão com as mãos, do ensinar a Palavra de D’us, enfim a cada contato com os filhos, seja pela manhã ao sair, seja à tarde ao reencontrá-los, seja por carta ou por qualquer outro meio em que se comunique com filhos, os pais devem estar atentos e sempre preparados, com sua alma santificada, seu corpo purificado e seu espírito em comunhão com o Espirito de D’us para ordenar a bênção sobre a família e sobre os filhos, incluídos aqui todos os descendentes: …assim abençoareis os filhos…

o Eterno te abençoe e te guarde;
o Eterno faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te seja propício;
o Eterno sobre ti levante o seu rosto e te conceda Shalom.

Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei. ©

© copyright do autor (não reproduzir sem autorização)

São Paulo, 4 marzo 2003 – 30 de Adar I, 5763

Ensinado aos membros da Sinagoga Sêh HaElohim e, agora, disponibilizado aos leitores do CafeTorah.

Nas Bênçãos do Eterno e na Luz do Mashiach

© Prof. J. Pietro B. Nardella Dellova, 42, Mestre em Direito pela USP (A Crise Sacrificial do Direito: um estudo de René Girard, Martin Buber e Yeshua). Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP (A Palavra Como Construção do Sagrado: um estudo da Poesia em Heidegger e Osman Lins). Pós-graduado em Direito Civil (Os Direitos da Personalidade). Pós-graduado em Literatura Brasileira (A Palavra Multifacetada: do grau zero e outros graus da palavra). Formado em Filosofia e em Direito. Poeta e Membro da União Brasileira de Escritores – UBE. Autor dos livros: AMO, NO PEITO e ADSUM. Ex-membro da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP. Darsham (predicatore) e Líder da Sinagoga Sêh HaElohim (originada da Sinagoga Scuola (Beit HaMidrash), Lazio, Itália). Membro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Advogados de São Paulo. Consultor e Palestrista. Professor de Direito Civil, Ética e Filosofia do Direito em São Paulo. Coordenador dos Cursos de Direito da Faculdade de Jaguariúna e da Faculdade Policamp, em SP.

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