EUA: Guarda Revolucionária do Irã é grupo terrorista

Ontem, finalmente, o governo americano, sob a orientação de Donald Trump designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista estrangeira em um movimento que reflete a postura cada vez mais radical de Washington em relação a Teerã.

O governo iraniano declarou que a decisão poderá ter implicações para a segurança dos soldados americanos localizados no Oriente Médio.

É a primeira vez que os EUA declararam formalmente que um exército de outro país é um grupo terrorista. A ação é parte uma escalada de meses da retórica de Washington contra a República Islâmica do Irã.

A escalada na deterioração das relação surgiu depois que o presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo nuclear de 2015 com Irã no ano passado e reimplantou as sanções que paralisaram sua economia.

O movimento pretende pressionar os ativos financeiros da Guarda Revolucionária do Irã, uma poderosa e criminosa “organização de segurança” fundada após a Revolução Islâmica de 1979 no Irã. A Guarda Revolucionária do Irã tem uma vasta base de poder político e econômico que se estende às forças armadas do Irã, bem como suas indústrias estratégicas, do petróleo à agricultura.

O IRGC também preside administra o investimento em mísseis balísticos e os programas nucleares do Irã.

“Esta ação envia uma mensagem clara a Teerã de que seu apoio ao terrorismo tem sérias conseqüências”, disse Trump em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

A Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia permaneceram no acordo nuclear com o Irã, que restringiu fortemente as ambições nucleares de Teerã em troca do fim das sanções.

A administração Trump exige que outros países envolvidos no acordo nuclear deixassem o acordo, mas estes ignoraram amplamente as demandas dos EUA e procuraram maneiras de manter negociações comerciais e financeiras abertas com o Irã, apesar das novas sanções dos EUA.