Festa de Purim 2014

Purim – No por do Sol se inicia uma das festas mais alegres de Israel, Purim, conhecida em português como a Festa de Lotes. Nossa equipe apresenta aqui um resumo desta festa que é comemorada pelos judeus há mais de 2400 anos. As celebrações são comemoradas por dois dias, isto porque a festa inicial se iniciou na Pérsia, e afim de que as comemorações se expandissem para todo o império, foi extendida por dois dias.

Neste dia ocorre uma série de passeatas e eventos que fazem lembrar o carnaval no ocidente, porém mais inocentes e repletos de motivos históricos e bíblicos que fazem lembrar a história da Rainha Ester, seu tio Mardoqueu e o terrível Hamã.

Purim (פּוּרִים, em hebraico Purim: plural de פּוּר pûr, do acadiano pūru) é um feriado judaico que comemora a salvação dos judeus persas do plano de Hamã, de exterminá-los durante o exílio do povo no antigo Império Persa tal como está escrito no Livro de Ester no Velho Testamento.

Os judeus eram exilados na Babilônia desde a destruição do Templo de Salomão pelos babilônios e da dispersão do Reino de Judá. A Babilônia, por sua vez, foi conquistada pela Pérsia e os judeus foram espalhados por todo o império.

A festa de Purim é caracterizada pela proclamação pública do Livro de Ester por duas vezes, além da distribuição de alimentos e dinheiro aos necessitados, presentes principalmente para crianças, consumo de vinho durante a ceia (Ester 9:22) e outros costumes que inclui o uso de máscaras e fantasias e comemoração pública, associando-a ao carnaval, pois é sempre comemorada não muito longe da data desta festa pagã.

Purim é celebrado anualmente no 14º dia do mês hebraico de Adar, o dia seguinte à vitória dos judeus sobre seus inimigos (13 de Adar). Em cidades que eram muradas desde o tempo de Josué, incluindo Shushan (Susa) e Jerusalém, Purim é celebrado no 15º dia do mês, mais conhecido como Purim Shusha, assim como todas as outras festas judaicas, Purim tem início ao pôr-do-sol da véspera no calendário secular, início de um novo dia judaico.

O nome da festa “Purim” vem da palavra hebraica “pur”, que significa “sorteio”. Pois este era o método usado por Haman, que era o primeiro-ministro do Rei Artaxexes da Pérsia, para escolher a data na qual ele pretendia destruir os judeus do país.

Os eventos que levaram ao Purim foram registrados na Livro de Ester (Megilat Ester), que se tornou um dos 24 livros do Tanach para ser canonizado pelos sábios da Grande Assembléia, mesmo sem ter a palavra Deus mencionada se quer uma vez. O Livro de Ester registra uma série de eventos aparentemente não relacionados que aconteceram em um período de cerca de nove anos durante o reinado do Rei Assuero. Estes eventos coincidentes, quando vistos juntos, devem ser vistos como evidência de intervenção divina, de acordo com interpretações dos comentários Talmúdicos e outros comentários sobre o livro.

Purim sempre foi uma festa muito comemorada pelos judeus do mundo, alguns chegam a declar de que quando todos os trabalhos proféticos e hagiográficos forem esquecidos, o Livro de Ester ainda será lembrado, e, portanto, o Jejum de Purim continuará a ser observado (Talmud de Jerusalém, Tratado Megilá 1/5a; Maimônides, Mishnê Torá, Megilá).

Assim como a Festa de Hanuka, Purim tem mais um caráter nacional e cultural do que religioso, e seu status como feriado tem um nível inferior àqueles comandados sagrados pela Torá, Purim é somente considerado ponto facultativo. Sendo assim, transações comerciais e mesmo o trabalho é permitidos em Purim, apesar que em certos lugares restrições foram impostas sobre o trabalho (Shulchan Aruch, Orach Chaim, 696). Uma prece especial (“Al ha-Nissim”—”Pelos Milagres”) é inserida na Amidá durante o serviço da noite, manhã e tarde, assim como é incluída no Birkat Hamazon (“Bênção após as Refeições”).

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