Governo de Israel adiou fim da quarentena

Mesmo liberando o retorno do Aeroporto Internacional Ben Gurion para os cidadãos israelenses, ao mesmo tempo em que não renovou a proibição de protestos políticos no país. Netanyahu decidiu adiar a liberação da quarentena no país para até o próximo domingo, quando farão uma nova avaliação da situação.

Após um mês de quarentena, os resultados dos testes de COVID-19 positivos desceram, mas continuam em um patamar um tanto alto, em torno de 2000 casos novos todos os dias, além disso, a despeito da reclamação dos ultra-ortodoxos, os números não mentem, mais de 50% dos casos são em cidades religiosas.

Fiscalização da Quarentena pela Polícia

O número alto de casos em cidades religiosas é que está puxando a média de contaminados em todo país para o alto, principalmente após as últimas festas judaicas onde milhares de religiosos foram filmados comemorando, sem o uso de máscaras e sem guardar distância social.

A cada festa judaica nos últimos meses, o número de contaminados e o de casos graves aumentou exponencialmente. Se houver um relaxamento das diretrizes, isto não deverá acontecer nas cidades de população ultra-ortodoxa e nos bairros religiosos em Jerusalém. A cidade com o maior número de contaminados no país é Bnei Barak, não muito distante de Tel Aviv e também uma cidade ultra-ortodoxa.

Mesmo que cheguemos ao fim da quarentena, a realidade é que muitos serviços ainda serão limitados, principalmente os que recebem público como restaurantes, salões de festas e bares.