Hora da Verdade: Netanyahu e os casos judiciais

Hoje começará em Israel audições judiciais do Primeiro Ministro, Benjamin Netanyahu. As reuniões ocorrem em Jerusalém e contam com a presença do próprio primeiro ministro e do procurador geral do Estado de Israel, além de uma bateria de advogados de defesa que visam quebrar as acusações contra ele.

A polícia de Israel colocou o nome das pastas de investigações de forma bem provocativa, pasta 1000, 2000, 3000 e 4000. A pasta 3000 já caiu, pois segundo a própria polícia, não havia material suficiente para levar as investigações adiante. Então, agora restam as pastas 1000, 2000 e 4000. Então, para quem ainda não conhece do que realmente se trata, segue adiante um resumo dos casos e das acusações:

Netanyahu e o caso 1000

No caso 1000, Netanyahu é acusado de fraude e quebra de confiança sujeitas a uma audiência, que será realizada na próxima segunda feira. A suspeita é de que há cerca de 20 anos, Netanyahu desfruta dos presentes dos empresários James Packer e Arnon Milchan, em um valor total de cerca de 700.000 NIS(shekels). O caso alega que Netanyahu não poderia ter recebido os presentes. Agora imaginem, pessoas que tem amigos empresários e recebem presentes, se estão em cargo público devem para de receber presentes? Imaginem se um amigo meu, sabendo que não tenho condições de ter um carro, ele é bilionário, mas não poderia me presentear? Pois bem, é exatamente esta alegação que os advogados de Netanyahu vão alegar. Não se trata de suborno, pois não há interesse comercial ou de influência, mas sim de amizade e solidariedade.

Netanyahu e o caso 2000

Netanyahu no caso de 2000, é acusado de fraude e quebra de confiança, sujeitas a uma audiência, que será realizada neste domingo.

A suspeita é de que Netanyahu e o acionista controlador de Yedioth Ahronoth, Arnon Moses, coordenaram medidas para limitar a circulação do jornal “Israel Hoje” em troca de cobertura compreensiva. A pergunta é, que presidente ou primeiro ministro não pediria para o maior jornal do paz se esforçar para postar matérias menos desequilibradas para a esquerda. Que governante não usaria de contatos ou até mesmo influência para receber uma boa matéria na imprensa ao invés de uma matéria negativa? Seria isto mesmo fraude ou simplesmente lei de sobrevivência?  Creio que os advogados de Netanyahu tem argumentos muito melhores ainda do que o que expus aqui neste resumo.

Netanyahu e o caso 4000

Netanyahu no caso 4000, é acusado de suborno, sujeito a uma audiência, que será realizada hoje e amanhã.

A suspeita contra Netanyahu é de que o primeiro-ministro teria se beneficiado nas vendas das ações da empresa telefônica de Israel, a Bezeq, junto com seu acionista controlador, Shaul Alovich, ao aprovar, como ministro das Comunicações, a conclusão do acordo Bezeq-IS – em troca de uma cobertura jornalística simpática no site da Walla. Este na minha opinião é o caso mais fraco de todos. Acreditar que por causa de matérias em um site o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se arriscaria a um processo como este e permitiria a venda de milhões em ações somente por publicidade, é insano. Além disso, se analisarmos o site Walla, na época referente ao chamado “suborno”, entenderemos que o que aconteceu foi justamente o contrário. O site Walla foi um dos mais ferozes na crítica contra Netanyahu.

Conclusão dos Casos de Netanyahu

Nós sabemos que no caso de Netanyahu, bem como qualquer outro caso judicial público, não importa se você é inocentado ou não, se tem provas contra você ou não, a destruição do caráter e a demonização diante do público, é simplesmente irreversível. Netanyahu já perdeu com a sua defesa, milhões de dólares, além de todo seu prestígio ter ido esgoto abaixo. A imprensa, a esquerda e a polícia de Israel, tem mais cede de fama e pontos diante do público israelense do que amor pelo país. Se realmente queriam retirar Netanyahu de seu cargo, deveriam agir diante dos parlamentares e pedir seu impedimento ou simplesmente a troca de governo. Mas quando se trata de democracia, e quando o povo simplesmente decide manter Netanyahu, não há nada que possa derrubá-lo, a não ser “casos de corrupção” inflados pelas partes que desejam sua ruína.

Meu temor é que junto com a ruína de Netanyahu, chegue também a ruína das instituições que deveria regulamentar, fiscalizar e aplicar a lei. Agora todo Israel sabe, não importa mais se você age dentro da lei ou não, a polícia já está pensando que pode ouvir até mesmo o que se passa em sua mente e em seu coração. Se seu nome é envolvido em um caso como o de Netanyahu, em hipótese de hipóteses, se prepare pois o sistema fará de tudo para te condenar e jogar seu nome na lixeira.

No caso de Netanyahu, bem como em qualquer outro caso, já não há mais como reparar os danos da má fama, não importa se ele sair inocente ou culpado. A mídia já o condenou a milhares de páginas de matérias sobre corrupção. Mas como já conheço Netanyahu, bem como das outras vezes, é bem capaz dele renascer das cinzas como uma fênix, agora é esperar para ver qual será o resultados das audiências.

4 comentários em “Hora da Verdade: Netanyahu e os casos judiciais”

  1. No tempo atual, esperar por justiça está cada vez mais complicado. Sabemos que haverá, sim, um tempo de paz e segurança, mas, nos parece tão distante que, às vezes, somos tentados a nos disacorçoar e o desânimo quer ocupar o lugar da esperança. “E quando disserem: Há paz e segurança, então virá o fim.”

  2. Desejo ao PM Benjamin Netanyahu , muito sucesso e boa sorte e que ele faça uma excelente gestão e assim , todo o Israel seja vitorioso . Shalom , Israel !

  3. Todos os governantes da Direita estão sistemáticamente sendo acusados de fraudes e desconfiança,
    porque o GLOBALISMO DA ESQUERDA, deseja DESTRUIR NAÇÕES , para criar um caos artificial onde
    o povo sem perceber seja enganado facilmente. Precisamos APOIAR NOSSOS GOVERNANTES,
    deixar claro que estamos ao seu lado CONTRA A DITADURA ESCRAVAGISTA DA ESQUERDA CORRUPTA E ASSASSINA.
    Coragem PM seu Sucesso será a desgraça do ativismo do mundo sem fronteiras. Cada povo tem o DEVER
    de lutar para conservar intacto seu território, cultura e LEGADO.

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