Israel salvando os “inimigos”

As Forças de Defesa de Israel concluiram uma operação para resgatar cerca de 800 ativistas de uma organização civil síria, junto com suas famílias, da área de combate no sul da Síria, não muito distante da fronteira com Israel.

A complicada operação foi divulgada pelo jornal alemão Bild, que relatou a operação pela primeira vez hoje pela madrugada.

Os ativistas foram transportados de ônibus para a Jordânia com o apoio das Forças de Defesa de Israel.

Em um comunicado divulgado pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel, ficou claro que Israel não está interferindo nos combates internos na Síria, e continua a considerar o regime sírio como responsável pelo que está acontecendo em seu território.

A operação foi parte de um pedido especial feito pelos Estados Unidos e a Comunidade Européia ao Estado de Israel, caso contrário eles morreriam de fome ou seriam assassinados por Bashar Al-Assad.

Segundo relatos, foram cerca de 800 membros da organização da defesa civil “capacetes brancos” que estavam em perigo de vida. Eles foram transferidos pelo o solo e sob a cobertura da noite, de ônibus, da Síria para Israel, e de lá para a Jordânia sob segurança e escolta das Forças de Defesa de Israel, a fim de evitar prejudicar a vida dos ativistas sírios nas colinas sírias de Golan.

De lá, os ativistas devem continuar a um dos três países que se comprometeram a recebê-los: a Grã-Bretanha, o Canadá e a Alemanha. Os membros da organização permanecerão na Jordânia por cerca de três meses antes de sua transferência e, de acordo com relatos, a Jordânia não tem nenhuma obrigação para com eles.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia, Mohammad al-Qayyad, confirmou que a Jordânia concordou em aceitar os ativistas como parte de um processo de “razões humanitárias”.

A organização “Capacetes Brancos” é uma organização de “defesa civil” criada em 2013 por cerca de 3.000 ativistas e voluntários sírios cujo objetivo é resgatar e auxiliar civis em áreas onde há combates. A organização ajudou mais de 100 mil pessoas desde o início dos combates, de acordo com uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Caso eles continuassem na região, era grande o risco de vida para eles, visto que o Exército da Síria dirigido por Assad, não distingue de pessoas, exterminando todos os que veem a frente. É importante notar que o Estado de Israel é o único que realmente estendeu as mãos para aliviar um pouco do sofrimento do povo sírio e de evitar catástrofes como a que poderia ocorrer caso eles não fossem retirados. É o Estado de Israel, estendendo as mãos e salvando os seus “inimigos”.

Segundo relatos, a organização é apoiada pelo Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Japão e os Estados Unidos economicamente, equipamentos e treinamento são fornecidos por eles.

Durante muito tempo Assad acusou a organização por suas relações com Israel e o Ocidente, viu-o como uma tentativa de interferir no país e os chamou de “uma organização terrorista” e atribuiu as mortes de civis sírios, incluindo o assassinato de pessoas. 5 membros da organização foram mortos em 2016 quando a Rússia fez um ataque em um centro da organização humanitária.

A ocupação do exército sírio continua na província de Quneitra, e as forças sírias continuam a aproximar-se da fronteira israelense nas Colinas de Golã. O exército capturou ontem mais aliados em outras aldeias do distrito, e uma agência oficial militar síria de notícias estatal disse: “Há um rápido colapso dos centros de terrorismo, e nossas unidades que operam no Sul estão indo bem, muitas vilas e aldeias foram liberatadas nos subúrbios de Daraa e Quneitra.”. Eles só esqueceram de mencionar que a caminho da dominação, eles vão exterminado pessoas indiscriminadamente.

Que Adonai dê sabedoria aos líderes de Israel a continuar a estender a mão aos que realmente necessitam e se encontram em perigo, independente de terem sido rotulados no passado como seus inimigos.

Fonte: Bild – Foto ilustração: PixaBay