Justiça de Israel pode anular acordo de coalisão

Desde ontem pela manhã, a justiça de Israel começou a ouvir dezenas de advogados em ações contra a formação do governo por parte de Benjamin Netanyahu por causa das acusações contra ele por crimes de corrupção, abuso de poder e quebra de decoro.

Uma lei do parlamento de Israel determina que nenhum parlamentar pode ocupar um cargo como ministro enquanto está sendo acusado pela justiça, o mesmo deve abandonar a função e provar primeiro sua inocência para depois voltar as suas funções.

O problema é que a lei deixa claro que se trata de ministro e não de primeiro ministro, além disso, Benjamin Netanyahu, quando recebeu as cartas de acusação, ainda era primeiro ministro e não somente ministro ou parlamentar.

Os partidos de esquerda e organizações anti-corrupção estão alegando que mesmo sendo primeiro ministro, sobre Netanyahu rege as mesmas leis que regem sobre todos os parlamentares, portanto, o Presidente de Israel, Reuven Rivlin, não poderia ter passado a ele o direito de formar uma coalisão governamental.

Ontem todos os representantes do pedido de impedimento foram ouvidos. Hoje os juízes do supremo tribunal de justiça israelense estão lendo e avaliando o acordo de coalisão para formação do governo de emergência nacional, dependendo das conclusões, Netanyahu poderá ser impedido de governar. Se isso ocorrer, o Estado de Israel poderá se encontrar em mais uma rodada de eleições em breve.