Líbano: Um barril de pólvora

A situação no Líbano nunca foi calma de verdade, mesmo nos chamados dias áureos, antes da primeira guerra do Líbano e a entrada de grupos terroristas palestinos que transformaram-no em uma sopa efervescente, o país nunca foi um lugar calmo.

Quem viaja no Líbano, tanto agora quanto no passado, sempre teve a sensação de estar viajando em um lugar pastoral, belo e tranquilo, mas debaixo dos olhos desapercebidos, a realidade sempre foi outra.

O país orgulhoso do cedro sempre escondeu debaixo do tapete a sujeira da cobiça de seus conquistadores, mas nas últimas décadas, esta sujeira é tanta que não conseguem nem mais esconder. Bem usei esta expressão para demonstrar duas verdades sobre o Líbano, a literal e a metafórica. Após minhas pesquisas sobre o país, constatei que um dos problemas mais graves que o país enfrenta nas últimas décadas é justamente o LIXO. São milhares de toneladas todos os anos, e os libaneses não sabem o que fazer com ele. Parece que ironicamente o mesmo acontece na política. O Líbano que já é dividido por dezenas de etnias e religiões, nas últimas décadas, estas diferenças são tão grandes que já não se pode esconder debaixo de nenhum tapete de hipocrisia.

Após décadas de influencia crescente do grupo terrorista Hezbollah de origem palestina na tentativa de alcançar o poder, agora eles tem um presidente amigável no poder, Michel Aoun é um cavalo de Tróia para seu povo e seu país. O poder está finalmente nas mãos do Hezbollah, mas o público em geral já entendeu que a subida ao poder desta corja, eles chegaram ao fundo do poço.

Os meios de comunicação no Líbano relataram hoje, mesmo a sombra do Coronavírus, que os protestos se iniciaram novamente por causa da situação econômica no país. Nas últimas horas, foram registrados conflitos entre manifestantes e forças de segurança em vários locais do país, especialmente na cidade de Trípoli. Os manifestantes estão protestando em frente aos bancos centrais, em alguns casos danificando agências.

Estes protestos já haviam iniciados antes, mas por causa das diretrizes do governo, haviam paralisado, o problema é que a barriga fala mais alto do que qualquer lei e em qualquer lugar. Após os Estados Unidos ter imposto duras ações contra o governo libanês e seus bancos por lavagem de dinheiro para o grupo terrorista do Hezbollah, o país ficou sem dólar, portanto, a fonte de lixo deles, secou.

A verdade precisa ser dita, o pouco de dinheiro que entra no país ainda vai parar nas mãos da elite corrupta do Governo do Líbano e do Hezbollah, e o povo mau fica com as migalhas, são uma minoria de xiitas prejudicando e levando a miséria a grande maioria de sunitas. Enfim, está difícil esconder a sujeira debaixo do tapete, os libaneses vão ter que aprender a reciclar. Reciclar na política significa, derrubar o governo, levar a novas eleições, pedir ajuda internacional para fiscalizar o processo e eleger um governo sunita ou cristão, que ame mais o seu povo e trabalhe para seu benefício.

Somente um governo sunita ou cristão liberal, que se junte a Israel, fazendo um acordo de paz e desenvolvendo o turismo mútuo das duas nações, poderá levar o Líbano de volta a ser aquele país maravilhoso que já foi um dia, digno de ter um cedro em sua bandeira.

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