Malásia rejeitou atletas de Israel e comitê paralímpico cancelou jogos por preconceito

A justiça parece-nos as vezes demorar muito tempo, mas as vezes ela nem vem de carroagem, vem de caça bombardeiro, na velocidade do som. O governo da Malásia que recusou a participação de atletas israelenses no mundial de natação paraolímpico foi surpreendido com a decisão imediata do comitê.

O Chefe do Comitê Paraolímpico anunciou que nada justifica a atitude de nações como a Malásia, onde o esporte deve ficar fora de questões políticas, mediante a uma ação de puro preconceito como esta, o comitê decidiu cancelar o mundial que deveria ocorrer no país.

Tenho certeza absoluta que se as competições paraolímpicas ocorrecem no Estado de Israel, o país receberia de braços abertos, atletas até mesmo de nações inimigas como o Líbano, o Irã, a Arábia Saudita, Qatar e até mesmo Afeganistão, mas com certeza estas nações fariam questão de cancelar sua participação.

O preconceito destas nações e a politização do esporte por parte das nações árabes é uma triste realidade, felizmente o Estado de Israel e o Povo de Israel pensam bem diferente, deixando a política e as discórdias para longe das psicinas, campos, quadras e pistas de corridas.

Os campeonatos deveriam ser realizados em Kuching entre 29 de julho e 4 de agosto.

Andrew Parsons, Presidente do IPC, disse:

“Todos os Campeonatos Mundiais devem estar abertos a todos os atletas e nações elegíveis para competirem com segurança e sem discriminação. Quando um país anfitrião exclui atletas de uma nação em particular, por razões políticas, então não temos absolutamente nenhuma outra alternativa a não ser procurar um novo anfitrião no Campeonato.
“O Movimento Paraolímpico é, e sempre será, motivado pelo desejo de promover a inclusão, não a exclusão. Independentemente dos países envolvidos nesta questão, o IPC tomaria novamente a mesma decisão se enfrentasse uma situação semelhante envolvendo diferentes países.

IPC President on Malaysia decision : “The Paralympic Movement has, and always will be, motivated by a desire to drive inclusion, not exclusion.” Full story -> https://t.co/OUzDtZh5uV #ParaSwimming— Paralympic Games (@Paralympics) 27 de janeiro de 2019

Foto Ilustração: Pixabay