O fracasso da investigação epidemiológica em Israel

Ontem, mais rotas foram atualizadas após investigações epidemiológicas, mas mesmo agora – ao meio-dia 22 de junho – a última rota se refere a 19 de junho. Nove rotas foram contadas naquele dia e, nessa período, 682 pessoas haviam sido infectadas. O resultado: muitos que se isolam continuam a andar livremente e, se estiverem infectados com Coronavírus, podem infectar outros.

Em Jerusalém, por exemplo, houve 147 infecções desde 14 de junho. Mas, neste período, o ministério da saúde divulgou a rota (parcialmente óbvia) de apenas um infectado – permanecendo no Ministério do Interior no dia 17 de junho por uma hora. Todas as outras rotas são desconhecidas e centenas de pessoas que precisam se isolar não sabem disso. A situação em outras cidades é semelhante. Em Beit Shemesh, 27 pessoas foram infectadas nas últimas duas semanas, e uma única rota que foi publicada – de um paciente entrando em um ônibus em 9 de junho. Em Rahat 102 pacientes nas últimas duas semanas, mas publicaram apenas nove rotas.
O fracasso na investigação epidemiológica não foi somente nestes lugares, mas em diversas cidades no país, o que explica o alto índice de contaminação nas últimas semanas. Se o caso não for resolvido, em breve podemos ter milhares de contaminados, além de centenas de mortos além dos mais de trezentos que já morreram no país.