Síria está pagando o preço pela hostilidade a Israel

Ninguém fala sobre isso, mas os ataques químicos que o Governo de Bashar Al-Assad tem feito contra sua própria população a quem ele os chama de rebeldes é fruto de um programa de destruição em massa que foi inicialmente projetado contra os judeus, contra o Estado de Israel.

Estes sete anos de guerra na Síria com meio milhão de mortos de milhões de feridos é o resultado de um longo período de hostilidade do governo contra os judeus. Em maio de 1948, as forças sírias invadiram a Terra de Israel, juntamente com outros estados árabes, e imediatamente atacaram assentamentos judaicos. Seu presidente Shukri al-Quwwatli instruiu suas tropas na frente, “para destruir os sionistas”. O propósito da invasão era a prevenção do estabelecimento do Estado de Israel, mas os sírios, juntamente com todos os outros exércitos simplesmente fracassaram.

Desde então a Síria continuou em sua política de hostilidade, antes de 1967 os sírios disparavam contra os judeus ao longo das estradas na Galiléia junto a fronteira do país. Durante a Guerra dos Seis Dias as forças da Síria disparavam em direção a cidade de Tiberíades, as Forças de Defesa de Israel conseguiram milagrosamente inibir todos os ataques dos sírios.

Produção de Armamento Químico

Quando cheguei em Israel em Março de 1996, uma das primeiras coisas que me disseram é que eu e minha esposa deveríamos buscar as máscaras de gás para caso de uma guerra com a Síria. Foi naquele momento é que descobri que o Governo da Síria, então debaixo de Hafez Al-Assad, pai de Bashar Assad, fabricava armas químicas para usar contra Israel.

De fato, Hafez Al-Assad se formou na academia militar e, em seguida, foi enviado para completar sua formação com militares soviéticos. Ingressou no Partido Baath em 1946 e se opôs ativamente à unificação entre Síria e Egito. Ao fracassar a unificação em 1961, seu prestígio ascendeu, sendo nomeado chefe das Forças Aéreas em 1964. Enquanto ocupava este cargo, a Síria sofreu uma humilhante derrota com a perda de quase toda sua força aérea e parte de seu território na Guerra dos Seis Dias. Apesar desta derrota, aumentou a instauração do regime militar em 1963. Em 1970, aproveitou sua posição para dar um golpe de Estado.

Hafez Al-Assad foi quem iniciou o programa de produção de armamento químico, achava que poderia assim exterminar os judeus. Ele aliou-se com o Egito em 1973, provocando a Guerra do Yom Kippur contra Israel, com o objetivo de recuperar os Colinas de Golan. O fracasso na operação não lhe restou protagonismo e aproximou a política de seu governo à URSS como firme aliado. Hafez Al-Assad morreu em 2000, mas seu filho continuou com sua política hostil aos Judeus e ao Estado de Israel.

Bashar Al-Assad, filho de Hafez assumiu o cargo, ele estudou no exterior e muitos tinham a esperança de que poderia se mais moderado, mas o tempo mostrou que educação no ocidente não significa educação para a PAZ. Bashar Al-Assad não aprendeu nada dos erros de seu pai e manteve a hostilidade ao Povo de Israel, continuou a ameaçar e produzir armas químicas.

Onde há ódio, o ódio impera e destrói

Após mais de 40 anos de ditadura do pai, Hafez Al-Assad e agora o filho Bahsar Al-Assad, o povo da Síria cansou de se alimentar com o ódio incitado contra os judeus. O sentimento de vítima, já não ajudava mais o governo a enganar sua população, a insatisfação tomou conta do país. Com a era da internet e das redes sociais, todos ficaram sabendo para onde ia o dinheiro, para o terrorismo e para a elite.

A Guerra Civil Síria começou como uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progrediu para uma violenta revolta armada em 15 de março de 2011. A guerra foi influenciada por outros protestos simultâneos no mundo árabe conhecidos como Primavera Árabe.

Enquanto a oposição alega estar lutando para destituir o presidente Bashar al-Assad do poder para posteriormente instalar uma nova liderança mais democrática no país, o governo sírio diz estar apenas combatendo “terroristas armados que visam desestabilizar o país”.

Com o passar do tempo, a guerra deixou de ser uma simples “luta por poder” e passou também a abranger aspectos de natureza sectária e religiosa, com diversas facções que formam a oposição combatendo tanto o governo quanto umas às outras. Assim, o conflito acabou espalhando-se pela região, atingindo também países como Iraque e o Líbano, atiçando, especialmente, a rivalidade entre xiitas e sunitas.

Quando se ensina ódio aos outros, colhe-se ódio para si mesmo, foi exatamente o que aconteceu na Síria que exportava incitação contra o Estado de Israel. Em resumo, se deseja que seu país dure e prospere, ensine as crianças e o jovens que mais importante é PAZ. A luta não deve ser uma forma de vida, mas sim uma forma de sobrevivência.

Síria está com a corda no pescoço

A Síria está literalmente com a corda no pescoço, o país que já está dividido em quatro regiões básicas, onde somente a região central está nas mãos do governo de Bashar Al-Assad, está chegando em um beco sem saída.

Depois de utilizar várias vezes armas químicas, de ser atacado a primeira vez pelos Estados Unidos no começo do governo de Donald Trump por uso de armas químicas, o país está novamente com a corda no pescoço.

Donald Trump cancelou sua viagem para a América Latina afim de planejar severas sanções e retaliações contra o governo de Bashar Al-Assad. Pode até ser que Trump não ordene o ataque aéreo, mas a pressão está aumentando e o governo de Assad está por um fio. A Rússia ofereceu investigações para evitar o ataque, mas quando o Conselho de Segurança da ONU votou para realizar investigações, a Rússia vetou. Este ato diplomático sinaliza para o ocidente que há muito que esconder. A Síria e a Rússia estão tentando ganhar tempo para que os indícios de uso de armas químicas “evaporem” ou sejam devidamente limpos para evitar o ataque. Donald Trump por sua vez já demonstrou que não é necessário ver o fogo quando a fumaça toma conta da atmosfera.

Ensinando para a PAZ

Infelizmente o que poucos governos entenderam é que vale a pena investir em uma nova geração, ensinando para a PAZ. Os governos tem o dever de censurar a incitação ao ódio contra outros povos e países, caso contrário, ele vai explodir um dia dentro de casa. É como aquele cara que depois de ter um dia mau no trabalho, chegou em casa e matou todo mundo, um dia a válvula de escape pode ser o próprio país.

Ensinar para a PAZ não é uma tarefa fácil, custa muito dinheiro e muita paciência, mas a recompensa é grande, são gerações inteiras que são poupadas da guerra. Já fazem 40 anos que não há uma guerra ou nenhum outro conflito entre o Egito, a Jordânia e o Estado de Israel. Ainda não é a paz esperada, mas o que seria se não houvessem chegado a um acordo? Com certeza muito sangue já teria sido derramado desde então.

A minha esperança é que após o barulha dos canhões e dos caças cessarem, que o próximo governo da Síria entenda que só há um caminho para sua prosperidade, a PAZ com Israel e com suas etnias internas. Uma democracia verdadeira e solidária com seus cidadãos, que pratique justiça e ensine para a PAZ, com certeza será duradoura.

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