Um barril de pólvora: Dia do Sacrifício e Dia da Queda do Templo

Este ano ambos dias, tanto o Dia do Sacrifício para os muçulmanos quanto o Dia da Queda do Templo, caem praticamente na mesma data, e a polícia em Israel já está de prontidão.

Enquanto o Dia do Sacrifício que em árabe é chamado de Eid al-Adha, comemora, segundo o islamismo, a disposição de Abraão de sacrificar a Ismael, o que é contrário ao texto bíblico, o Dia da Queda do Templo, conhecido em Hebraico como o Teshá b’Av, lembra o dias da tragédia em que os dois templos, em tempos diferentes, foram destruídos, a primeira vez pelos babilônicos e a segunda vez, pelos romanos.

Ainda, para os muçulmanos, teria sido neste mesmo dia que Maomé teria iniciado sua peregrinação para Meca. O calendário muçulmano não se corrige a cada ano, afim de que os meses caiam sempre na mesma estação, portanto raramente estas duas celebrações caem juntas, e levam cerca de 33 anos para que isso aconteça.

Um barril de pólvora

O Governo de Israel e a Polícia de Israel já emitiram uma nota dizendo que permitirão aos judeus, subirem para lembrar a queda do templo nestes mesmo dias, quando eles jejuem a partir do por do sol de hoje, 10 de Agosto de 2019, até o por do sol do dia 11. Para os judeus tradicionais e religiosos, visitar o Monte do Templo é uma forma de compensar a dor da perda do lugar mais sagrado para o Povo de Israel.

Os muçulmanos por sua vez, não importa o que os judeus fazem e nem mesmo como fazem, já estão apregoando nas mesquitas contra o Povo de Israel. Ontem, quando estava em visita em uma das cidades árabes no norte do país, pude ouvir o discurso inflamado da ramificação islâmica do norte, dizendo que os Monte do Templo (em árabe, al-Ḥaram al-Šarīf) está em perigo, o que é uma mentira, pois não existem nenhum esforços práticos por parte dos judeus  do governo de Israel de incendiar o barril de pólvoras.

Hoje e os próximos dias são críticos

Todos os anos, durante o mês de Ramadã e as outras festas muçulmanas, o clima na região é simplesmente tenso, o governo de Israel faz praticamente de tudo para evitar “ferir” os sentimentos da fé muçulmana e dos muçulmanos de uma forma geral, infelizmente, a liderança árabe pensa o contrário, e muitos, fazem de tudo para incitar o povão ao ódio completo aos judeus com acusações falsas que não tem nada a ver com a realidade.

O dia de hoje e os próximos cinco dias são críticos, se ambos os lados conseguirem se controlar, a delicada PAZ que há em Jerusalém, poderá ser mantida, esta é a nossa oração. Mas se os discursos inflamados continuarem, podemos estar diante de mais distúrbios na Cidade Santa.