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As bases do julgamento divino

Do Guia da Bíblia

Vejamos neste estudo que uma pergunta simples sobre o texto mal compreendido nas palavras de Jesus, pode nos levar a conclusões impressionantes, mas que sem dúvida alguma nos trazem importante lições. Eu te convido a mergulhar comigo nestes textos e juntos buscarmos uma resposta realmente baseada nas escrituras sagradas. A Rainha do Sul As bases do julgamento divino – Ora, fui questionado em nosso grupo de bate-papo sobre uma questão muito interessante, citando Lucas 11:31 e 33 o autor da pergunta questionou: De que período Yeshua trata nesta passagem? Minha resposta de acordo com o conhecimento que tenho foi que só poderiam ser em duas épocas distintas, uma durante um dos julgamentos no período do milênio, ou no grande julgamento pós-milênio. Agora, vejamos o que as escrituras nos ensinam sobre isso. É importante salientar que esta conversa de Yeshua com os fariseus foi registrada em dois evangelhos sinópticos, Mateus e Lucas. “Ora, enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas ele respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam. Como afluíssem as multidões, começou ele a dizer: Geração perversa é esta; ela pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas; porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, também o Filho do homem o será para esta geração. A rainha do sul se levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis, aqui quem é maior do que Salomão. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis aqui quem é maior do que Jonas. Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz.”Lucas 11:27–33 ALMEIDA O contexto do julgamento O texto de Lucas nos mostra pouco sobre o contexto de suas afirmações, isto se deve pelo fato de Lucas ter relatado o que ouviu dos discípulos. Porém o texto a seguir, que está no Livro de Mateus, nos revela bem mais. Mateus provavelmente estava presente no momento que Jesus pronunciou esta profecia, ele relata o contexto. Em sua caminhada entre as ovelhas perdidas da casa de Israel, não havia um monólogo, bem como não existe hoje monólogos nas sinagogas em Israel, tudo é um debate. Mas é sem dúvida alguma muito difícil de debater em ELE, pois é ELE quem é o autor de nossa história, da Palavra de criador de todos nós. No texto a seguir podemos ler que Yeshua estava inicialmente falando sobre o perdão dos pecados daqueles que blasfemam contra ELE. “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.” Mat. 12:30–32 ALMEIDA A seguir ele questiona como podemos falar coisas boas, mas agir praticando a iniquidade. Então ele continua até o ponto que nos revela que as palavras que dizemos tem um peso fundamental em nosso julgamento. “Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo.” Mat. 12:36 ALMEIDA Logo depois ele salienta que a justificação também será através das palavras. Do reconhecimento de seus pecados, reconhecimento da fé em Yeshua. Somente através desta confissão é que poderemos ser justificados, pois somente o derramar de seu sangue pode prover a verdadeira expiação de pecados(kaparah). “Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.”Mat 12:37 ALMEIDA A surpresa A seguir, mediante tão duras palavras, os fariseus percebem que Yeshua não é uma pessoa comum, ou mais um rabino. Ele fala com autoridade e conhecimento da matéria como nenhum outro falou antes. Yeshua não fala de ideias vagas do juízo final, do final dos tempos ou da ressureição dos mortos. Ninguém falou como ELE sobre isso. Para terem certeza de quem está adiante deles ou simplesmente para achar lacunas em seu discurso, eles dão um passo adiante tentando obter um sinal ou uma negação. “Então alguns dos escribas e dos fariseus, tomando a palavra, disseram: Mestre, queremos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”Mat. 12:38–40 ALMEIDA O segredo revelado Yeshua acabara de revelar aos fariseus dois importantes segredos, o primeiro deles é qual o sinal que identificaria o Mashiach, o segundo é que ele estava prestes a cumprir este sinal. Então porque o sinal do Profeta Jonas? Bem, para quem entende de Hebraico Bíblico fica muito mais claro, pois a palavra utilizada por Jonas quando ele ora a Adonai descrevendo quando estaca no ventre do Peixe é Sheol, ou seja a morada dos mortos. Para o judaísmo do período do segundo templo, quando Yeshua falou isso, estava claro que estava falando de morte e ressurreição. Agora, neste momento Yeshua parte para a questão profética. Ele quer leva-los a uma compreensão não somente do seu passado, de sua história, de sua doutrina, mas também do por vir. Dos últimos dias, quando todos serão julgados. Anteriormente destacamos que a conversa tratava de juízo, julgamento. Então aprendemos pelo texto que o que mais vai pesar em nosso julgamento serão nossas palavras. Então ele começa a instá-los ao arrependimento, o mesmo dos ninivitas: “Os ninivitas se levantarão no juízo

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