Nova York, junho de 2026: um alerta para os judeus americanos
Em cidades como Viena, Berlim, Bagdá, Tessalônica e dezenas de outras, os judeus sempre se sentiram em casa. Alguns eram financeiramente bem-sucedidos, outros eram líderes políticos e econômicos da comunidade, cujas sinagogas eram antigas e importantes. Em cada uma dessas cidades, havia alguém advertindo que era necessário manter os olhos abertos, observando como as ondas de ódio que surgiam nas margens da sociedade se espalhavam e se tornavam cada vez mais fortes. Esses alertas sempre chegavam, mas acabavam caindo no vazio, pois os judeus tendem a acreditar que essas coisas não podem acontecer em seu próprio meio.
Mas agora, em Nova York, em junho de 2026, as coisas estão mudando. Em uma noite, durante as primárias da Democrata, três candidatos ao Congresso com opiniões antissemitas foram eleitos. Claire Valdez, que considera Israel um “estado apartheid” e defende a interrupção de ajuda americana ao país, venceu em Distrito 7. Darializa Avila Chevalier, que celebrou a vitória no dia seguinte ao massacre de outubro de 2025 e se recusou a reconhecer o direito de Israel a existir, venceu em Distrito 13. Brad Lander, um clássico democrata, que declarou que Israel estava realizando um massacre em Gaza e acusou os contribuintes americanos de financiar “guerra de Netanyahu”, venceu em Distrito 10. Todos eles foram apoiados pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que transformou o antissionismo em uma ferramenta política e o antissemitismo em um cartão de entrada para a política.
Esses resultados são oficiais e não são um erro passageiro. É uma tendência que se tornou uma estratégia e que está funcionando. Estou me dirigindo aos judeus de Nova York de forma semelhante à que os judeus da família de meus avós se dirigiam aos parentes na Europa nos anos 1930. Quem pode dizer a diferença entre Berlim e Nova York? O padrão é o mesmo: uma arma de fogo de opiniões e comentários de “pensamento livre” de antissemitas que se espalham pela primeira atuação, levando a um clímax aterrador no final, que fará o revólver de Chekhov parecer quase humano.
Essa história se repete em menos de um piscar de olhos em termos históricos. Frases de ódio se tornam uma posição legítima. Uma posição legítima se torna lei. A lei se torna realidade. Não é uma questão de “se” acontecerá, mas apenas de “quando”. A história não apresenta exceções a esse padrão. Nunca. As instituições judeus estão dormindo, a comunidade, as federações, os lobistas, todos eles operam a velocidade de uma geração anterior contra a radicalização que está acontecendo no momento presente. Eles foram criados para um mundo em que o antissemitismo era um estigma. Em um mundo em que é uma carteira de identidade política, eles são inúteis. Quem não está atualizado não fica para trás. Ele simplesmente não é mais necessário.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não vos ameaçem, pois não há que temer. Pois a nossa batalha não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e as autoridades, contra os governantes do mundo escuro dos espiritos do mau.” (Ephésios 6:12)
Fonte original: New York, June 2026: A travel warning for American Jews — Israel Hayom
