O democrata Jamie Raskin, membro do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, exigiu que o governo federal forneça todos os registros sobre as contatos de Jeffrey Epstein com governos estrangeiros. Essa exigência faz parte de uma nova investigação que visa examinar se o condenado por crime sexual atuou como um agente estrangeiro não registrado em um esforço para influenciar as políticas da primeira administração do presidente Donald Trump. Em uma carta formal ao Atorizante-Geral, Todd Blanche, ao Secretário de Estado, Marco Rubio, e a Jay Clayton, nomeado para diretor de inteligência nacional e procurador geral do Distrito Sul de Nova York, Raskin afirmou que há “suporte substancial para evidências” sobre as atividades de Epstein. De acordo com Raskin, os documentos mostram que Epstein ofereceu servir como intermediário entre Arábia Saudita e a administração, consultou oficiais russos sobre contatos com o presidente e aconselhou o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o governo kuwaitiano. “Epstein nunca se registrou como agente estrangeiro”, escreveu Raskin. “No entanto, numerosos documentos recentemente liberados agora mostram que atuou agressivamente em nome de vários governos estrangeiros, incluindo alguns com interesses adversos aos Estados Unidos.” A lei dos EUA não proíbe lobby em nome de um país estrangeiro, mas a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros exige que aqueles que atuam em nome de interesses estrangeiros se registrem no Departamento de Justiça. Epstein não fez isso. A Câmara dos Deputados está atualmente controlada pelos republicanos. Raskin, portanto, não tem a autoridade para compelir o Congresso a abrir uma investigação formal, e suas demandas de acesso a cerca de 2,5 milhões de documentos relacionados à questão ainda não divulgados são prováveis de ser ignoradas.
O Congresso está atualmente dividido e a investigação oficial não é esperada a começar nesse estágio, mas observadores políticos acreditam que os democratas possam ganhar a maioria nas próximas eleições legislativas. Uma vitória que lhes permitiria assumir o controle do comitê e lançar uma investigação oficial. Nesse cenário, Raskin se tornaria o presidente do comitê e teria a autoridade de emitir mandados de busca para documentos e compelir indivíduos relevantes a depor. Em resposta às acusações, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, disse que “o presidente Trump já foi exonerado em relação a tudo o que diz respeito a Epstein”. O assunto continua a gerar controvérsia política. No último mês, o vice-presidente JD Vance admitiu em uma entrevista que a Casa Branca “absolutamente enganou com as informações” sobre os arquivos de Epstein.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não vos amealheis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destruem, e onde ladrões furam e roubam.” (Mateus 6:19)
Fonte original: Top Democrat seeks probe into Epstein's ties to foreign governments — Israel Hayom
