A administração de Donald Trump está prestes a anunciar, na segunda‑feira, uma rodada inédita de sanções contra o Irã, com alcance e intensidade jamais vistos. O objetivo central é intimidar qualquer nação ou empresa que mantenha relações comerciais com Teerã, ampliando o alcance das restrições para praticamente todos os setores econômicos, muito além do tradicional foco em petróleo, derivados e armamentos. Essa postura agressiva representa um aviso claro dos Estados Unidos a quem ousar negociar com o regime islâmico, pretendendo isolá‑lo quase completamente do comércio internacional.
Para o presidente americano, a guerra econômica se tornou a principal ferramenta contra o Irã, com a meta declarada de levar o regime ao ponto de aceitar as condições norte‑americanas para encerrar o conflito. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, descreveu a estratégia como “debilitar o Irã até a ruptura crítica”, sinalizando que a pressão poderia culminar até mesmo no colapso do governo. O plano prevê esgotar os recursos iranianos e provocar um caos econômico interno capaz de gerar protestos massivos e desestabilizar a ordem pública.
Entre as medidas previstas, destaca‑se o estreitamento máximo do bloqueio naval ao redor do estreito de Ormuz, onde a Marinha dos EUA pretende assumir o controle total para impedir qualquer saída de petróleo iraniano. As sanções secundárias serão ampliadas de forma drástica, atingindo empresas e países que comercializem com o Irã em praticamente qualquer produto, com exceção restrita a bens humanitários, como alimentos e medicamentos. Essa postura coloca em risco negócios de nações como Paquistão, China, Turquia e Rússia, que mantêm laços comerciais com Teerã. Embora governos como o chinês e o russo possam fazer declarações de indiferença, suas corporações, dependentes do acesso aos mercados ocidentais, tenderão a cautela e, possivelmente, a romper os vínculos comerciais com o Irã para proteger seus interesses globais.
Paralelamente, o Departamento do Tesouro intensificou a caça a ativos financeiros iranianos, tanto em bancos tradicionais quanto no universo das criptomoedas. Inteligência americana aponta que o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) tem desviado parte considerável de sua fortuna para moedas digitais, numa tentativa de driblar a vigilância e evitar o congelamento de recursos. A força‑tarefa do Tesouro já identificou diversas carteiras digitais, confiscando algumas e perseguindo outras, com foco especial no conglomerado econômico do IRGC, a Khatam al‑Anbiya, responsável por projetos de engenharia e construção que sustentam grande parte da infraestrutura do regime.
As implicações desse pacote sancionatório são amplas. Para Israel, a pressão adicional sobre o Irã pode reduzir a capacidade de apoio a grupos militantes na região, diminuindo a ameaça direta ao seu território. Contudo, o endurecimento do bloqueio também eleva o risco de retaliações iranianas, possivelmente na forma de ataques a instalações estratégicas ou ao comércio marítimo. No cenário internacional, a medida testa a resistência de aliados tradicionais dos EUA, como a China e a Rússia, que precisarão equilibrar sua parceria com Teerã contra os custos de um afastamento do mercado ocidental. Em última análise, o “playbook” econômico de Trump busca transformar o Irã em um estado incapaz de sustentar sua política externa agressiva, ao mesmo tempo em que cria um novo ponto de tensão nas relações globais de comércio e segurança.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: Trump's economic playbook to cripple ayatollah regime — Israel Hayom
