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Israel: Iran is suffocating from within, but that could back

O humorista de oposição iraniano Hossein Akbari tem se destacado ao satirizar a porta‑voz oficial do governo, Fatemeh Mohajerani, usando um hijab preto, óculos de armação grossa e uma voz aguda para “responder” a perguntas de jornalistas fictícios. Recentemente, seus vídeos passaram a focar na crise econômica que assola o Irã, oferecendo soluções irônicas – como substituir carne por frango, ou frango por ovos, e trocar arroz por cevada, além de beber água no lugar de leite e iogurte. A publicação, compartilhada pela especialista israelense Tamar Eilam Gindin, colecionou dezenas de milhares de curtidas, mas a realidade que descreve está longe de ser motivo de riso.

A economia iraniana tem sido arrastada para um abismo profundo há algum tempo, consequência de má gestão interna e do isolamento internacional. Nos últimos meses, a situação se agravou com sanções ainda mais rígidas, o bloqueio naval imposto pelos EUA e os danos provocados pela guerra envolvendo Israel e os Estados Unidos. O valor da moeda local despencou, a inflação disparou, o desemprego disparou e o Produto Interno Bruto encolheu de forma acentuada. Essa combinação gerou escassez crônica de alimentos básicos, medicamentos e até de insumos hospitalares, transformando o cotidiano dos iranianos em luta constante pela sobrevivência.

Os preços dos produtos de origem animal subiram mais de 100 % no último ano. O consumo per capita de carne vermelha caiu para menos de 500 gramas mensais, enquanto a ingestão de laticínios recuou de cerca de 100 kg anuais, no início da década passada, para menos de 40 kg hoje. Vídeos vazados mostram jovens pagando 79 mil riais por uma fina fatia de frios, evidenciando o quanto o poder de compra foi erodido. Nas redes sociais, a população relata dietas baseadas quase que exclusivamente em carboidratos baratos ou produtos de qualidade duvidosa. O governo tentou mitigar a fome com um programa emergencial de auxílio em dinheiro e cupons eletrônicos, mas a efetividade tem sido limitada, pois muitos estabelecimentos recusam os cupons devido a atrasos nas transferências bancárias.

A crise também se reflete em áreas mais delicadas da vida social: o número de casamentos despencou, enquanto mulheres jovens optam por congelar óvulos e adiar a maternidade, na esperança de um futuro mais estável. O setor de saúde sente o impacto de preços de medicamentos que aumentaram em centenas de por cento, forçando pacientes a abandonar tratamentos de doenças crônicas. Hospitais denunciam falta de equipamentos básicos e anestésicos, agravando ainda mais a vulnerabilidade da população.

Do ponto de vista estratégico, o colapso interno do Irã pode ter consequências ambíguas para Israel. Por um lado, a deterioração econômica e o descontentamento popular enfraquecem a capacidade de Teerã de projetar poder militar e de sustentar campanhas externas, o que pode reduzir a pressão sobre Israel. Por outro, a sensação de cerco e a necessidade de desviar a atenção interna podem levar o regime a buscar vitórias externas, intensificando retóricas agressivas ou atos de provocação contra o Estado judeu. Assim, enquanto a população iraniana enfrenta uma crise humanitária sem precedentes, o governo de Israel observa atentamente, ciente de que o desespero interno de seu adversário pode tanto limitar quanto desencadear novas ameaças na região.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Iran is suffocating from within, but that could backfire on Israel — Israel Hayom

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