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Israel: US strikes IRGC launchers in Iran amid Strait of Hor

Os militares dos Estados Unidos atacaram, no domingo, duas plataformas lançadoras de foguetes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) instaladas na ilha iraniana de Larak, no Golfo Pérsico. A ação foi desencadeada após o monitoramento de preparativos para disparar mísseis equipados com minas navais em direção ao estreito de Hormuz, ponto estratégico que concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Segundo informações citadas pela Al Jazeera a partir de um porta‑voz americano, as forças norte‑americanas mantêm vigilância constante na região e permanecem em estado de alerta máximo, prontas para garantir a livre passagem de navios comerciais pelo estreito.

Ainda não há confirmação oficial sobre o grau de sucesso da operação; não se sabe se os lançadores foram totalmente destruídos ou se sofreram apenas danos parciais. O ataque ocorre aproximadamente um mês após a última ofensiva dos EUA contra alvos iranianos, quando o Comando Central dos Estados Unidos atingiu dezenas de instalações da IRGC, incluindo centros de comando, bases de mísseis, fábricas de drones e outras estruturas militares espalhadas pelo Golfo. Na ocasião, o objetivo declarado foi enfraquecer a capacidade de projeção de poder do Irã e impedir que o país utilizasse o estreito como arma de coerção.

A resposta da Guarda Revolucionária foi contundente. Em pronunciamento divulgado no início do domingo, o órgão afirmou que o estreito de Hormuz está sob “controle total” de Teerã e que qualquer embarcação que tentar atravessá‑lo sem autorização será atacada. O porta‑voz da IRGC alegou ainda que o Irã teria chegado a acordos com Omã sobre a gestão do estreito e a divisão das receitas geradas, mas acusou Washington de obstruir e atrasar a implementação desses entendimentos. Essa retórica reforça a narrativa de que o Irã busca legitimar sua presença no estreito como parte de um acordo regional, ao mesmo tempo em que tenta culpar os EUA pela escalada das tensões.

O confronto militar se insere em um contexto interno de grave crise econômica no Irã, intensificada pelas sanções norte‑americanas. Protestos eclodiram em Teerã no sábado à noite, motivados pela deterioração dos benefícios sociais, inflação galopante e escassez de combustíveis, que provocaram longas filas nos postos de gasolina. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país tem capacidade de superar as dificuldades e acusou Washington de tentar semear o caos. Enquanto isso, o ex‑presidente Donald Trump, em postagens nas redes sociais, reiterou sua política de pressão econômica e descartou a ideia de retomar negociações com Teerã, alegando que o Irã enfrenta uma crise militar e econômica que inviabiliza o pagamento das tropas.

As repercussões do ataque americano podem reverberar além do estreito. No âmbito nuclear, Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, afirmou que inspeções a instalações nucleares atingidas dependerão de aprovação do parlamento iraniano, sinalizando que o país pretende manter o controle soberano sobre seu programa nuclear apesar da pressão externa. A soma de ameaças ao tráfego marítimo, sanções econômicas e a retórica beligerante entre Washington e Teerã eleva o risco de uma escalada que poderia afetar não apenas o comércio global de energia, mas também a estabilidade de toda a região do Oriente Médio, onde Israel tem interesse direto em garantir a segurança de suas rotas comerciais e a manutenção de um equilíbrio de poder que limite a influência iraniana.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: US strikes IRGC launchers in Iran amid Strait of Hormuz threats — Israel Hayom

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