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Israel: 'Our victory': Ex-hostage Eliya Cohen, wif

Poucos dias antes de reencontrar o marido, o antigo refém Eliya Cohen, a jovem Ziv Abud sentia o medo de que ele tivesse aprendido a viver sem ela. O medo transformou‑se em abraço quando, após 505 dias preso nos túneis do Hamas, os dois se viram novamente, exatamente um ano e quatro meses depois da manhã do massacre de 7 de outubro, quando a família de Ziv foi brutalmente arrancada de sua casa. O reencontro foi apenas o ponto de partida para um processo de redescoberta: eles tiveram de aprender a conviver de novo, a amar, a enfrentar crises e a planejar um futuro comum, como se fossem duas pessoas que se encontravam pela primeira vez.

A culminação desse renascimento emocional ocorreu há cerca de uma semana, quando o casal celebrou o casamento sob o chuppá, o dossel tradicional judaico. Eliya, durante todo o período de cativeiro, acreditava que Ziv fora morta no “abrigo da morte”, a sala fortificada onde dezenas de pessoas foram assassinadas no dia 7 de outubro. Ele jamais imaginou que um dia poderia caminhar ao seu lado como noivo. Por sua vez, Ziv não ousava sonhar com um futuro ao lado do amado enquanto ele permanecia sequestrado. A união, portanto, representa não só a vitória do amor sobre a violência, mas também a superação de uma das narrativas mais dolorosas que a guerra impôs às famílias israelenses.

Em paralelo à cerimônia, o casal finalizou a escrita de um livro conjunto, “Ayesha – Construindo um Lar a Partir das Ruínas”, que será lançado pela Yedioth Books. A obra mescla a luta incansável de Ziv para garantir a libertação de Eliya com as memórias do próprio refém, oferecendo ao leitor uma visão íntima da experiência de separação e reencontro. O título faz referência ao nome original de Ziv antes de adotar o sobrenome de seu marido, reforçando a ideia de reconstrução de identidade. No primeiro volume da biografia de Eliya, “Mufawadat”, publicado em 2025 e já bestseller, ele já falava do desejo de escrever sua história; o livro conjunto surge como a continuação inevitável desse projeto.

Eliya descreve a primeira parte de “Ayesha” como dedicada inteiramente à trajetória de Ziv, enquanto a segunda parte narra o retorno ao lar, trazendo alegria, dúvidas e a sensação de que “coisas de repente não fazem sentido”. O casal enfatiza que a reintegração não é simples: cada um carregava o próprio trauma, as incertezas e as crises que surgem quando, após tanto tempo, a realidade se refaz. A complexidade do processo revela o quanto a guerra afeta não apenas a segurança física, mas também a estrutura emocional das famílias.

A história de Eliya e Ziv tem repercussão simbólica para a sociedade israelense. Ela demonstra a resiliência do povo judeu diante da agressão Hamasita, reforça a importância de apoiar as vítimas de sequestro e destaca a necessidade de políticas que facilitem a reunificação e a reintegração de quem sobreviveu a tais horrores. Ao mesmo tempo, o relato pessoal serve como lembrança pungente de que, enquanto a guerra prossegue, os laços humanos permanecem como a maior forma de resistência. O casamento, a publicação do livro e a divulgação pública de sua experiência apontam para uma nova fase: a construção de um futuro que, apesar das ruínas, se ergue sobre a esperança e o amor inquebrantável.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: 'Our victory': Ex-hostage Eliya Cohen, wife Ziv Abud open up about fighting for love against all odds — Israel Hayom

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