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Israel: 'He kept Israel safe': Dermer throws suppo

Ron Dermer, ex‑ministro de Assuntos Estratégicos de Israel e um dos mais próximos conselheiros de Benjamin Netanyahu, manifestou apoio público ao vice‑presidente dos Estados Unidos, JD Vance, na manhã de segunda‑feira, poucas horas antes de Vance discursar em sessão fechada da reunião anual da Republican Jewish Coalition em Las Vegas. Dermer pediu que os presentes recebessem Vance com “um caloroso acolhimento”, afirmando que a decisão de convidá‑lo era correta e que o vice‑presidente havia contribuído decisivamente para a segurança israelense.

O elogio surge em meio a críticas dentro da comunidade pró‑Israel nos EUA. Vance havia descrito a reação de Israel ao memorando de entendimento entre Washington e Teerã, firmado em junho, como um “pânico estranho” e um “colapso”. Em outra ocasião, o vice‑presidente alertou que um país de nove milhões de habitantes não poderia “simplesmente matar para resolver todos os seus problemas de segurança” e advertiu ministros israelenses contra atacar “o único aliado poderoso” que ainda restava ao país. Essas declarações geraram desconforto entre lideranças que temem que a retórica de Vance enfraqueça o vínculo estratégico entre Washington e Jerusalém.

Dermer, porém, evitou comentar diretamente as controvérsias e focou no histórico de Vance. Relembrou um almoço de duas horas que teve com o senador de Ohio, então candidato ao Senado, em Jerusalém, quando Vance questionou repetidamente por que o apoio dos EUA a Israel servia aos interesses americanos. “Sempre tive a resposta simples: os interesses dos Estados Unidos são servidos ao trabalhar de perto com Israel”, disse o ex‑ministro. Ele ressaltou que Vance manteve essa preocupação ao longo de sua trajetória como vice‑presidente.

Um ponto central do discurso de Dermer foi a menção ao papel de Vance na “guerra de 12 dias” contra o Irã, ocorrida em junho de 2025. Segundo Dermer, o vice‑presidente teve participação crítica, sobretudo no primeiro dia, quando o elemento surpresa foi decisivo para o sucesso israelense. “Ele manteve Israel seguro; serei eternamente grato pelo que fez naquele momento crucial”, declarou, elevando Vance a um aliado indispensável.

Ao analisar o panorama das relações bilaterais, Dermer comparou a administração Trump à atual, afirmando que, desde que começou a atuar na diplomacia Israel‑EUA, nunca havia visto um governo tão forte em apoio a Israel quanto o de Donald Trump. Avaliou a convergência de posições entre Washington e Jerusalém em torno do Irã em cerca de 95 % e em relação ao Líbano em torno de 90 %. Quanto à situação em Gaza, indicou que o alinhamento entre os dois países está “muito próximo de 100 %”, sugerindo que as políticas de segurança e de pressão sobre o Hamas permanecem praticamente unânimes.

A mensagem de Dermer tem implicações estratégicas. Ao reforçar publicamente o apoio a Vance, busca mitigar as críticas internas e consolidar a percepção de que o governo dos EUA continua comprometido com a defesa de Israel, mesmo diante de vozes que questionam a postura de Washington. O endosso também pode influenciar a agenda da reunião da Republican Jewish Coalition, potencializando a aprovação de políticas que reforcem a cooperação em inteligência, defesa e sanções ao Irã. Para Israel, a demonstração de apoio de um alto cargo da Casa Branca serve como garantia de que, apesar das divergências pontuais, a aliança estratégica permanece sólida e pronta para enfrentar os desafios regionais que se avizinham.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: 'He kept Israel safe': Dermer throws support behind Vance — Israel Hayom

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