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Fahad al‑Masri pode ser candidato a primeiro‑ministro da …

Fahad al‑Masri, presidente do Partido Liberal Sírio, figura de destaque entre os grupos de oposição que combatem o regime de Bashar al‑Assad, tem sido apontado como possível candidato a primeiro‑ministro da Síria com apoio de setores ocidentais. Entretanto, o atual presidente, Ahmad al‑Sharaa, ainda prefere concentrar o poder em suas mãos, em parte porque al‑Masri defende a normalização das relações com Israel, postura que ainda gera resistência dentro da elite síria.

Em entrevista concedida ao jornal israelense *Israel Hayom*, al‑Masri argumentou que Israel deveria reconhecer a transformação política que o governo de al‑Sharaa tem promovido e que Damasco poderia se tornar um “portão para a paz regional”. Segundo ele, a Síria está diante de uma oportunidade histórica para abandonar o modelo de governo centrado em indivíduos e avançar rumo a instituições sólidas, capazes de garantir estabilidade interna e melhorar a imagem do país no cenário internacional. O líder sírio destacou que, nos últimos meses, o governo conseguiu reduzir a dependência de Teerã, afastar a influência iraniana e iniciar a reconstrução das relações diplomáticas com países árabes e ocidentais.

Al‑Masri ressaltou que a criação de um governo amplo, que incorpore as diversas correntes políticas e sociais sírias, é tanto possível quanto necessária. Propôs a “Chamada Republicana”, um programa que visa reconstruir as instituições estatais com base em competência, profissionalismo e responsabilidade, em vez de lealdade partidária. O objetivo, segundo ele, seria consolidar um Estado sírio soberano, com cidadãos iguais perante a lei, um exército nacional unificado e um sistema jurídico único.

Quando questionado sobre a política de al‑Sharaa em relação a Israel e sobre o passado jihadista do presidente sírio, al‑Masri adotou uma postura conciliadora. Afirmou que a avaliação de líderes e Estados deve se basear em ações concretas, não apenas em declarações ou históricos pessoais. Citou esforços recentes do presidente e do ministro das Relações Exteriores, Asaad al‑Shaibani, para reduzir as tensões com Israel, e sugeriu que Damasco pode ser um agente de paz, não de insegurança. Criticou a operação israelense em Suwayda, classificando‑a como erro estratégico, e defendeu que a proteção das comunidades drusas, alauítas e outras minorias é responsabilidade do próprio Estado sírio, sustentada pelo Estado de direito.

Al‑Masri reconheceu a importância do passado jihadista de al‑Sharaa, mas pediu que a política reconheça a possibilidade de transformação. Argumentou que um líder que conhece o extremismo de dentro pode, hoje, impedir seu ressurgimento e contribuir para a estabilidade regional. Para ele, uma Síria estável beneficia diretamente a segurança de Israel, enquanto uma Síria frágil alimenta o caos que afeta todo o Oriente Médio.

As declarações de al‑Masri chegam num momento em que a comunidade internacional observa atentamente a evolução política síria. Se o governo de al‑Sharaa conseguir consolidar instituições fortes e abrir espaço para um diálogo real com Israel, pode haver um avanço significativo rumo à desmilitarização de fronteiras, ao retorno de refugiados e à cooperação econômica regional. Contudo, a resistência de setores conservadores dentro da Síria, bem como a desconfiança de Israel diante de décadas de hostilidade, ainda representam obstáculos consideráveis. O futuro da Síria, portanto, depende de como esses atores equilibrarão a necessidade de reforma interna com a busca por uma paz duradoura no Levante.


📖 Perspectiva Bíblica

“Tudo tem o seu tempo, e todo o propósito debaixo do céu tem a sua hora.” (Eclesiastes 3:1)

Fonte original: Senior Syrian figure: 'Israel missed a historic opportunity' — Israel Hayom

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