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Netanyahu denuncia covardes na ONU e provoca protestos

O primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu subiu ao púlpito da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta‑feira para fazer um discurso marcado por confrontos verbais e gestos simbólicos, enquanto dezenas de delegações deixavam o plenário em protesto. Desde o início, Netanyahu dirigiu‑se diretamente aos parlamentares que se retiravam, chamando‑os de “covardes morais” e convidando‑os a sair caso ainda tivessem coragem. O tom agressivo do discurso refletiu a escalada de tensões internacionais em torno da política nuclear iraniana, das relações com a Turquia e o Qatar, e das críticas ao prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, acusado de antissemitismo.

A maior parte da fala foi dedicada ao Irã. Netanyahu lembrou que, há catorze anos, ele havia traçado uma “linha vermelha” contra o programa nuclear de Teerã e afirmou que Israel havia impedido o desenvolvimento de armas atômicas pelo regime de Teerã, descrevendo a ação militar contra instalações nucleares como “uma das decisões mais fáceis que já tomei”. Segundo ele, a eliminação desses alvos evitou a morte de milhões, e até alguns líderes das nações que se retiraram teriam agradecido “privadamente” a Israel. O discurso incluiu ainda a exibição de um assento vazio da delegação iraniana, onde foi deixada uma foto emoldurada do comandante da Força Quds, Qassem Soleimani, assassinado em 2020. Netanyahu concluiu com a previsão de que “o povo iraniano será livre” e que o “regime maligno cairá”, prometendo celebrações quando isso acontecer.

Em seguida, o primeiro‑ministro voltou sua crítica ao prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, rotulando‑o de “prefeito antissemita”. Netanyahu acusou Mamdani de elogiar criminosos condenados por apoio ao Hamas e de manter amizades com figuras como Hasan Piker, que teria defendido o 11 de setembro. O discurso também alegou que a esposa de Mamdani teria curtido nas redes sociais uma publicação que glorificava o massacre de 7 de outubro, quando grupos militantes palestinos atacaram civis israelenses. Netanyahu afirmou que Nova Iorque tentou silenciá‑lo, mas que “não podem calar a verdade” e que “Israel não cometeu genocídio; Israel impediu genocídio”.

O discurso seguiu com ataques ao Qatar e à Turquia. Netanyahu acusou o Qatar de financiar universidades americanas e “meios de comunicação tóxicos” como a Al Jazeera, com o objetivo de “lavar o cérebro dos jovens” e hospedar os “assassinos do Hamas”. Quanto à Turquia, o primeiro‑ministro descreveu o presidente Recep Tayyip Erdogan como “um tirano” que se proclama futuro governante de Jerusalém, algo que Netanyahu rejeitou categoricamente, reafirmando que Jerusalém é a capital eterna de Israel. Também citou o apoio da Turquia a narrativas antissemitas, chamando‑a de “o mais novo super‑propagador de mentiras antissemitas”.

Para finalizar, Netanyahu exibiu um pager – dispositivo antigo ainda usado pelo Hezbollah – como símbolo de que Israel conhece as táticas de seus adversários. Ele ainda respondeu ao presidente sírio Ahmed al‑Sharaa, lembrando que “os judeus estão no Golan desde os tempos de Moisés”, reforçando a narrativa histórica de presença judaica na região.

As implicações do discurso são múltiplas. Internamente, Netanyahu reforça sua postura de “líder de guerra”, tentando consolidar apoio entre eleitores que veem a ameaça iraniana como existencial. Externamente, o discurso pode aprofundar o isolamento diplomático de Israel, já que a retirada de delegações evidencia a crescente contestação às políticas de Netanyahu nas Nações Unidas. A retórica contra o prefeito de Nova Iorque e contra figuras como Erdogan pode gerar atritos adicionais com aliados tradicionais dos EUA e da Europa, que têm buscado equilibrar a segurança de Israel com a crítica a violações de direitos humanos. Por fim, a ênfase no combate ao Irã e ao apoio a grupos como o Hamas indica que, na visão de Netanyahu, a agenda de segurança israelense continuará a ser central nas discussões internacionais, possivelmente alimentando novas rodadas de sanções, negociações ou, em caso de escalada, ações militares.


📖 Perspectiva Bíblica

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” (Mateus 5:6)

Fonte original: Netanyahu at UN: 'Iran's regime will fall,' Erdogan is a 'tyrant,' Mamdani has made Jews feel unsafe — Israel Hayom

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