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Israel permite visita ao submarino Drakon, maior avanço

Poucas horas antes de adentrar as águas territoriais israelenses pela primeira vez, o jornal Israel Hayom recebeu permissão para embarcar no INS Drakon, o submarino mais avançado da Marinha de Israel e, possivelmente, a máquina de guerra mais cara e sofisticada das Forças de Defesa de Israel (IDF). A visita aconteceu a bordo de um bote de patrulha Tzir’a, acompanhado por militares masculinos e femininos da unidade de segurança portuária Snapir. O Drakon havia emergido das profundezas após cerca de 24 dias de navegação, percorrendo um trajeto que começou no porto de Kiel, na Alemanha, e seguiu pelo Canal de Kiel, Canal da Mancha, Estreito de Gibraltar e todo o Mediterrâneo até chegar ao litoral israelense.

O comandante do submarino, o tenente‑coronel A., de 43 anos e pai de quatro filhos, descreveu a travessia como “uma viagem insana”. Para ele, era a primeira vez que partia de um porto sabendo que não retornaria ao mesmo local, mas seguiria direto para o porto de origem, o que elevou a carga emocional da missão. Embora tenha participado de operações ainda mais longas, ele ressaltou que esta viagem foi particularmente comovida, já que o Drakon emergiu exatamente no local onde, em 1968, o INS Dakar afundou, levando 69 tripulantes ao fundo do mar. O comandante contou que, ao chegar, a tripulação vestiu uniformes cerimoniais brancos, hasteou a bandeira e realizou uma cerimônia que incluiu a oração de Yizkor, o Kaddish, leituras preparadas, a menção dos nomes dos desaparecidos e o canto do Hatikvah. O momento, segundo ele, “não prepara ninguém para o que se sente ao estar sobre aquele lugar”.

A missão, iniciada em 1º de setembro, foi descrita pelo tenente‑coronel como “não muito longa”, mas revelou o rigoroso processo de seleção e treinamento exigido para servir a bordo de um submarino. Os candidatos passam por avaliações intensas e um extenso programa de treinamento que os prepara tanto para as tarefas operacionais quanto para a convivência prolongada em um ambiente hermético, onde 55 jovens ficam confinados sem comunicação livre com o exterior. Essa experiência, comparada por alguns à “casa do Big Brother”, demanda disciplina e cooperação; na prática, o atrito entre os tripulantes é raro, mesmo em missões de longa duração.

O INS Drakon possui três conveses. Durante a visita, foi permitido acessar apenas o convés superior, que abriga a cozinha, os dormitórios, banheiros e chuveiros. A jornalista, apesar de ser mulher, recebeu autorização para entrar na sala de máquinas, sinalizando que a Marinha israelense superou antigas superstições de gênero. O coronel Y., de 41 anos, comandante da 7ª Flotilha de submarinos, destacou que a presença feminina em áreas tradicionalmente restritas demonstra a modernização da força naval.

A Marinha descreve o Drakon como a “máquina de guerra mais avançada” da IDF, equipando tecnologia de ponta em sigilo acústico, sistemas de propulsão de última geração e capacidades de ataque tanto em superfície quanto submersa. Para os marinheiros, porém, a máquina representa mais que poder bélico; simboliza um marco de soberania e memória histórica. A presença do Drakon nas águas israelenses reforça a capacidade de dissuasão marítima do país, especialmente num contexto regional marcado por tensões com o Irã e grupos militantes no Líbano e na Síria. Ao demonstrar que Israel possui um submarino nuclear‑capaz, ainda que oficialmente não confirmado, o Drakon envia um sinal claro de que a defesa marítima israelense está preparada para operar em profundidade e por longos períodos, ampliando o leque de opções estratégicas do Estado.

As implicações são múltiplas. Primeiro, a demonstração de tecnologia avançada eleva o nível de dissuasão contra possíveis ameaças submarinas na região. Segundo, a integração de mulheres em todas as áreas do submarino reflete a evolução social e institucional das Forças Armadas israelenses, promovendo maior inclusão e aproveitamento de talentos. Por fim, a visita da imprensa ao Drakon, pouco antes de sua primeira entrada em águas israelenses, serve como ferramenta de comunicação estratégica, mostrando ao público interno e internacional que Israel continua investindo em capacidades de defesa de alta tecnologia, ao mesmo tempo em que honra sua história marítima e os sacrifícios de quem já se foi.


📖 Perspectiva Bíblica

“As tuas palavras são lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105)

Fonte original: Inside INS Drakon, Israel's most advanced submarine yet — Israel Hayom

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