Yoram Hazony, intelectual que ajudou a fundar o movimento do conservadorismo nacional nos Estados Unidos, afirmou que a postura de Marco Rubio em relação a Israel mudaria radicalmente caso o senador da Flórida decidisse concorrer à presidência. A declaração foi feita durante um evento em Washington, onde Hazony ressaltou a importância de manter a base de eleitores que segue Tucker Carlson, apresentando‑a como um “poder decisivo” para o futuro do Partido Republicano. Segundo o comentarista, o risco de perder a Casa Branca aumenta quando os candidatos adotam uma linha mais moderada ou “globalista” em relação à política do Oriente Médio, sobretudo no que tange ao apoio incondicional a Israel.
Hazony apontou que o atual clima político norte‑americano está marcado por um crescente ceticismo entre eleitores conservadores sobre a “agenda globalista” que, segundo ele, tenta diluir a soberania nacional dos EUA e enfraquecer o vínculo histórico com Israel. Nesse contexto, o senador Rubio, que tem um histórico de apoio firme a Jerusalém e à segurança israelense, teria “um ponto de inflexão” caso se lance à disputa presidencial. O intelectual sugeriu que Rubio poderia ser pressionado a moderar sua retórica, adotando uma postura mais conciliadora com os críticos de Israel, a fim de ampliar sua base eleitoral e atrair eleitores independentes.
O argumento de Hazony se apoia na ideia de que o eleitorado de Tucker Carlson – composto por conservadores fervorosos, defensores da liberdade de expressão e críticos das políticas de “cancel culture” – ainda vê Israel como um aliado estratégico e moral dos Estados Unidos. Para esse segmento, qualquer sinal de “desalinhamento” com Jerusalém pode ser interpretado como traição aos valores judeus‑cristãos que, segundo Hazony, sustentam a identidade ocidental. Assim, o apoio a Israel funciona como um “sinal de fidelidade” que reforça a coesão do eleitorado conservador.
Ao analisar as possíveis implicações, Hazony alertou que a perda de apoio dos seguidores de Carlson poderia fragmentar o Partido Republicano, favorecendo candidatos que adotem uma agenda mais centrada ou que busquem alianças com eleitores moderados. Isso abriria espaço para que o Democrata, atualmente incumbente, consolidasse sua base ao explorar a divisão interna da direita. Por outro lado, se o Partido mantiver uma postura firme a favor de Israel, poderia preservar a unidade entre os conservadores mais fervorosos e garantir um eleitorado sólido nas áreas suburbanas e nas comunidades judaicas americanas.
Hazony também destacou que a questão israelense está intrinsecamente ligada a outras temáticas de política externa, como a contenção da influência iraniana e a defesa dos direitos humanos no Oriente Médio. Ele argumentou que um posicionamento ambíguo ou “equilibrado demais” poderia ser explorado pelos adversários políticos de Israel, enfraquecendo a capacidade de Washington de exercer pressão diplomática sobre Teerã e de garantir a segurança de Israel. Nesse sentido, a manutenção de um apoio incondicional seria, segundo ele, não apenas uma questão de afinidade cultural, mas uma estratégia geopolítica essencial para a estabilidade regional.
Em síntese, Hazony alerta que o futuro da liderança republicana depende de como os candidatos manejam a relação com Israel. Se Rubio – ou qualquer outro aspirante presidencial – optar por suavizar seu discurso em busca de eleitores mais amplos, corre o risco de alienar a base conservadora que ainda vê em Israel um pilar da identidade nacional americana. Essa dinâmica, segundo o intelectual, pode determinar se os republicanos conseguirão ou não retomar o controle da Casa Branca nas próximas eleições.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:21)
Fonte original: Rubio’s Israel stance would change the moment he ran for president, Vance ally Hazony claims — Jerusalem Post
