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Israel lembra mortos da guerra e homenageia vítimas

Na segunda‑feira, Israel realizou a cerimônia oficial de memória nacional pelos mortos na guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 e por todos que perderam a vida desde então. O evento ocorreu no Cemitério dos Grandes da Nação, seção reservada para líderes e personalidades ilustres, no Monte Herzl, em Jerusalém. A abertura ficou a cargo das famílias enlutadas, que lembraram que “três anos se passaram desde o ataque de 7 de outubro” e que, nesse período, 1.318 integrantes das forças de segurança sacrificaram suas vidas para garantir a existência do Estado. Elas ressaltaram que esses homens e mulheres defenderam a pátria com bravura e merecem ser eternamente lembrados.

O presidente Isaac Herzog, em seu discurso, dedicou especial homenagem às jovens observadoras de campo que estavam no posto avançado de Nahal Oz, a apenas 800 metros da fronteira com Gaza. Segundo o presidente, essas mulheres eram “os olhos do Exército e do Estado”, vigias que mantinham os monitores ligados e a comunicação constante, mesmo quando o resto do país dormia. Herzog lembrou que, nos meses que antecederam o ataque, as sentinelas perceberam sinais de que algo se preparava, mas “ninguém juntou as peças para formar o quadro completo”. Ele chegou a citar uma inscrição feita nas paredes da posição fortificada, escrita em tinta rosa: “Olha como está calmo, como se Gaza não estivesse ao lado”. Em retrospectiva, a frase pareceu profética.

Ao narrar a manhã de 7 de outubro, Herzog descreveu o momento exato em que, às 6h29, as observadoras avistaram os terroristas aproximando‑se da cerca e dispararam o alarme. Elas testemunharam a travessia, mantiveram a vigilância e anunciaram o código militar de infiltração – “cavalo turco” – enquanto o perigo se aproximava. Mesmo sob intenso risco, continuaram a reportar com “calma e coragem”. O presidente destacou que 53 soldados de diferentes unidades morreram defendendo o posto de Nahal Oz naquele dia, somando‑se a centenas de outros que pereceram em diferentes frentes. Todos, segundo Herzog, são heróis.

Além da homenagem, Herzog aproveitou a ocasião para alertar sobre os riscos internos que podem surgir no atual clima eleitoral. Ele pediu que a sociedade israelense permaneça atenta aos “sinais de alerta incandescentes”, referindo‑se a divisões e fissuras que podem ameaçar a coesão nacional. O presidente enfatizou que o debate e a discordância são legítimos e até obrigatórios, mas que quem discorda hoje continuará a viver ao lado dos demais cidadãos. A mensagem subjacente foi a de que a unidade nacional deve prevalecer, sobretudo diante de ameaças externas como o Hamas e a aliança iraniana, bem como das tensões políticas internas que se intensificam à medida que as eleições se aproximam.

A cerimônia, portanto, serviu não apenas para lembrar os sacrifícios individuais, mas também para reforçar a necessidade de vigilância constante – tanto nas fronteiras quanto no âmbito interno – e para convocar a população a manter a solidariedade e a determinação que sustentaram Israel nos três anos de conflito. As palavras de Herzog lembram que a memória dos que tombaram deve inspirar um futuro de segurança, união e resistência frente a quaisquer adversários.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não temas, porque eu sou o teu Deus; eu te fortalecerei, e te ajudarei, e te sustentarei com a minha destra fiel.” (Isaías 41:10)

Fonte original: Netanyahu sends fiery warning to Hamas, Iranian axis at Oct. 7 ceremony — Israel Hayom

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