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Eleições Israel: Liberman culpa Eisenkot pela derrota

Avigdor Liberman, presidente do Yisrael Beytenu, aproveitou a segunda‑feira para analisar o resultado das eleições para a Knesset e apontar o ex‑chefe do Estado-Maior, Gadi Eisenkot, como o principal responsável pela derrota do bloco centro‑esquerda. O bloco, que incluía o partido de Yair Lapid, ficou com apenas 48 cadeiras em um parlamento de 120 membros, muito aquém das expectativas de vitória. Liberman afirmou que a campanha de Eisenkot foi “a mais egoísta possível”, focada exclusivamente em tornar‑se o maior partido e, ao mesmo tempo, promover a ideia de um governo minoritário que, segundo ele, “sugou” o apoio de eleitores indecisos.

O líder do Yisrael Beytenu destacou que a perda foi mais acentuada nos últimos dez dias de campanha, período em que o bloco perdeu entre sete e oito cadeiras. Ele também lembrou que, antes de tornar a crítica pública, já havia confrontado Eisenkot em uma conversa particular, dizendo que a responsabilidade “primeiro e acima de tudo” era dele. Apesar da dureza da avaliação, Liberman confirmou que recomendaria Eisenkot para o cargo de primeiro‑ministro, pois o próprio Lapid lhe pediu apoio para ser eleito presidente da Knesset. Essa postura demonstra a estratégia de Liberman de manter alianças táticas, ainda que críticas, dentro do espectro anti‑Netanyahu.

Liberman também analisou a performance da coalizão incumbente. O Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, viu sua bancada cair de 64 para 53 cadeiras. O presidente do Yisrael Beytenu sugeriu que parte dessa queda se deve a eleitores de direita que, embora inicialmente inclinados a mudar de voto, temeram as consequências de um governo liderado por Eisenkot, que pretendia formar um governo minoritário. Ele ressaltou que, mesmo tendo prometido a Eisenkot que o recomendaria para primeiro‑ministro, nunca aceitaria participar de um governo minoritário nem apoiar um governo de Netanyahu, mantendo firme a posição de que “quem votou em mim sabia exatamente o que estava recebendo”.

Além da disputa interna, Liberman respondeu a pressões de figuras da esquerda que o convidavam a integrar um governo que dependesse de partidos árabes. Ele recusou, lembrando o assassinato dos ativistas de paz Vivian Silver e Oded Lifshitz, mortos nas investidas de Hamas após o 7 de outubro de 2023. Essa referência serviu para reforçar que, para ele, alianças com partidos que, em sua visão, têm “memória curta” sobre o terrorismo não são admissíveis.

As declarações de Liberman revelam duas tendências marcantes na política israelense. Primeiro, a fragmentação do espectro anti‑Netanyahu, que tem dificultado a formação de maiorias estáveis e tem levado a campanhas cada vez mais centradas em lideranças individuais, como a de Eisenkot. Segundo, a firmeza de partidos como o Yisrael Beytenu em recusar coalizões que incluam tanto Netanyahu quanto partidos árabes, o que pode perpetuar a paralisia legislativa e abrir espaço para novas negociações de alianças. Caso Eisenkot consiga consolidar apoio suficiente para formar um governo, ainda precisará enfrentar a resistência de Liberman e de outros partidos que rejeitam governos minoritários. Caso contrário, a Knesset pode permanecer sem maioria clara, aumentando a probabilidade de novas eleições ou de acordos de coalizão mais amplos, possivelmente envolvendo concessões políticas que alterem o cenário de segurança e diplomacia que Israel tem buscado nos últimos anos.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mateus 7:1)

Fonte original: Liberman backs Eisenkot for prime minister, blames him for election result — Israel Hayom

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