Em uma tentativa de pressionar o Irã a negociar um acordo, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou a reimposição do bloqueio naval contra o país, enquanto ameaça intensificar os ataques aéreos contra a nação persa.
A medida é mais um capítulo na escalada da tensão entre os EUA e o Irã, que já se encontram em um impasse desde que Washington decidiu em 2018 retirar-se do Acordo Nuclear de 2015. As tensões aumentaram ainda mais após o ataque aéreo israelense ao local de produção de urânio desde o ano passado.
A reimposição do bloqueio naval é uma medida drástica, que pode afetar significativamente a economia iraniana. O Irã depende fortemente da exportação de petróleo e gás natural para sobreviver. Além disso, a medida também pode atrapalhar a distribuição de alimentos e medicamentos ao país, que já está enfrentando dificuldades econômicas.
Enquanto isso, o Irã afirma que os ataques aéreos noturnos contra a Jordânia, Kuwait e Bahrein foram realizados em resposta à presença de bases militares estrangeiras no Golfo Pérsico. O governo iraniano também nega a existência de qualquer ameaça ao uso de armas nucleares.
A situação está se tornando cada vez mais complexa e teme-se que possa desencadear um conflito global. Os EUA, Israel e seus aliados estão preocupados em prevenir que o Irã consiga através de extorsão, paralisar a economia mundial ao mesmo tempo que se prepara para criar uma arma nuclear, enquanto o Irã afirma que está apenas defendendo seus interesses nacionais.
A reação internacional à medida de Trump foi mista. O Reino Unido e a França, que também são signatários do Acordo Nuclear de 2015, expressaram preocupação com a reimposição do bloqueio naval e pediram que os EUA não aumentem a pressão sobre o Irã. Já o governo israelense, que sempre foi crítico do Acordo Nuclear, está apoiando a medida de Trump, vendo-a como uma forma de pressionar o Irã a negociar um acordo mais apropriado para a segurança global.
Índice
Irã: Mais de 30 mortos em ataques dos EUA no sul do Irã
A porta-voz do governo iraniano, Fatma Mahajani, anunciou que mais de 30 pessoas foram mortas em ataques militares dos EUA no sul do Irã nos últimos dias.
Exército iraniano: 7 de nossos soldados mortos em ataque dos EUA, “A vingança é iminente”
O exército iraniano anunciou a morte de sete de seus soldados em um ataque na área de Bampur, perto da cidade de Iranshahr, no sudeste do país. Alega-se que uma base militar foi atacada. “A vingança pelo sangue de nossos mortos é certa e muito iminente”, disse o exército. “Responderemos decisivamente ao ataque em coordenação com as outras forças.”
O Irã relatou uma explosão ouvida na cidade de Shiraz, no sul do país.
Exército dos EUA: Lançamos uma nova onda de ataques contra o Irã
O Comando Central dos EUA anunciou que lançou uma nova onda de ataques contra o Irã. “Os ataques visam continuar a danificar as capacidades e o equipamento militar usados pelas forças iranianas para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”, informou o comando.
Nova onde de ataques no Irã
Trump disse que as forças americanas já haviam atacado a Ilha de Kharg diversas vezes, mas afirmou que receberam instruções explícitas para não atingir as instalações petrolíferas ali localizadas. “Já atacamos a Ilha de Kharg duas vezes, talvez três”, disse ele. “Minhas instruções foram para atacar tudo, exceto as instalações petrolíferas, manter uma distância segura e não tocar no petróleo, porque ele representa uma parte significativa da economia global e eu não quero atingi-lo.”
Ele disse que atacar as instalações petrolíferas ainda estava na agenda, mas que não parecia provável naquele momento. “Podemos fazer isso no futuro, mas agora não me parece provável”, disse ele. No entanto, quando questionado sobre a possibilidade de ocupar a própria ilha, ele respondeu: “Se conseguirmos desgastá-los e enfraquecê-los o suficiente para fazê-los recuar, eu definitivamente faria isso.”
Mais tarde, Trump ameaçou que, se Teerã não retornasse às negociações, Washington atacaria pontes e usinas de energia em seu território na semana seguinte. Ele acrescentou que “os ataques ao Irã continuarão até que eu diga basta” e afirmou: “O Irã ainda tem alguma força para lutar, mas não muita. Deixaremos os alvos energéticos no Irã para o final.” O Irã respondeu aos ataques dos EUA na noite passada com uma onda de lançamentos próprios em direção à Jordânia, Bahrein e Kuwait. A Guarda Revolucionária alertou, após a retomada do bloqueio, que “as operações continuarão e o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os EUA cessem suas ações hostis. As ações militares dos EUA fecharam as rotas marítimas para a navegação e privaram o mundo do petróleo e gás da região. Em resposta a essas ações hostis, nossas forças lançaram uma operação militar esta manhã. Atacamos navios-tanque de combustível pertencentes à Quinta Frota dos EUA no Bahrein. Ou todos os países da região exportam seu petróleo e gás, ou nenhum deles o faz.”
📖 Perspectiva Bíblica
“Não levantareis espada contra o povo, nem entrareis na guerra contra o meu povo, pois sou eu que sou o Senhor, vosso Deus, e eu vos santificarei.” (Exodo 19:13)
Fonte original: US reimposes naval blockade as Trump threatens to ramp up strikes on Iran: ‘You better make a deal’ — Times of Israel
