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Iran ameaça Donald Trump após morte de líder supremo

As ameaças do Irã contra o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, não devem ser subestimadas. Desde o funeral do antigo líder supremo, Ali Khamenei, as declarações de vingança contra o estadunidense se espalharam pelo país. Embora muitos vejam essas ameaças como retórica cansativa, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, considera a vingança como uma prioridade ideológica, religiosa e política de alto grau. Em uma mensagem publicada no sábado, Mojtaba enfatizou que “essa vingança é a vontade do nosso povo e deve ser cumprida na sua integridade”.

A mídia iraniana, inclusive a online Seda-ye Iran, publicada pela própria oficina do líder supremo, acrescentou que abandonar a vingança daria aos inimigos do Irã um sinal verde para cometer “crimes ainda mais horríveis”. O conselheiro de segurança de Mojtaba, Mohsen Rezaei, declarou na segunda-feira que a vingança é um assunto sério que deve ser perseguido. Já o ayatolá Ahmad Alamolhoda, membro sênior da Assembleia de Expertos do Irã, foi ainda mais longe, exigindo a criação de um mecanismo operacional organizado para eliminar o “cão americano”.

De fato, como revelou anteriormente a mídia de oposição iraniana, a Unidade 840 da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica já tem uma ramificação responsável por dirigir atividades terroristas nos EUA. Essa ramificação é liderada por Mohsen Bozorgi e, ocasionalmente, surgem indícios de sua existência em declarações de altos funcionários iranianos. Já em janeiro de 2021, o comandante da Força Quds, Esmail Qaani, advertiu que os responsáveis pela morte de Qassem Soleimani deviam saber que poderiam ser repaidos na mesma medida “mesmo em suas próprias casas”. De forma semelhante, o líder de oração da sexta-feira em Yasuj ameaçou, em março de 2022, que o Irã tinha a capacidade operacional de atingir Washington diretamente.

A atividade subversiva da Força Quds nos EUA foi exposta publicamente em 2011, quando o cidadão estadunidense-iraniano Mansour Arbabsiar foi enviado ao México para armar o assassinato do embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir. O plano foi coordenado pelo funcionário sênior da Força Quds, Abdul Reza Shahlai, e Arbabsiar foi preso pela FBI. Para realizar um plano dessas dimensões, a Força Quds precisaria apenas de uma operação envolvendo um assassino sozinho para dar certo.

O modus operandi sistemático das agências de inteligência e segurança iranianas, como revelado em uma análise de suas atividades em diferentes partes do mundo, mostra que o Irã conta com três grupos principais para realizar atentados terroristas e assassinatos no exterior, incluindo nos EUA: cidadãos iranianos ou libaneses com cidadania local, operadores muçulmanos com afinidade ideológica com o regime e, cada vez mais, o uso cínico de organizações criminais locais e figuras do submundo.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Iran's threats against Trump must be taken seriously — Israel Hayom

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