Em uma entrevista exclusiva ao jornal israelense “The Post”, o embaixador da União Europeia (UE) em Israel, Michael Mann, desmente a ideia de que a Europa considere o Estado de Israel como um regime de apartheid. Mann, que é responsável por representar os interesses da UE na região, afirmou que as relações entre a Europa e Israel estão tensas, mas que isso não significa que a UE tenha uma visão mais crítica do país do que em relação a outros países.
Mann admitiu que as relações entre a UE e Israel têm sido complicadas em recente anos, devido a uma variedade de questões, incluindo a política de imigração israelense, a ocupação da Cisjordânia e os conflitos com a população palestina. No entanto, ele enfatizou que a UE não tem uma política de “dualidade” em relação a Israel, onde um regime é considerado mais crível do que outro.
“Seria completamente enganoso imaginar que fazemos comentários mais duros sobre Israel do que sobre outros países”, disse Mann. “Nós não temos uma política de dar tratamento especial a Israel. Nós tratamos todos os países de forma igual e nos baseamos em critérios objetivos.” Mann também destacou que a UE tem uma longa história de cooperação com Israel em áreas como a tecnologia, a ciência e a segurança.
A afirmação de Mann é importante, pois muitos críticos de Israel argumentam que a Europa tem uma visão mais crítica do país devido às suas políticas de ocupação e imigração. No entanto, Mann afirma que a UE não tem uma política de “desaprovação” de Israel, e que as críticas feitas ao país são baseadas em questões específicas, como a aplicação da lei israelense e a situação humanitária na Cisjordânia.
A entrevista de Mann é um importante contributo para a discussão sobre as relações entre a Europa e Israel. Embora as tensões entre os dois lados sejam reais, a afirmação de Mann sugere que a UE não tem uma visão mais crítica de Israel do que em relação a outros países. Ao invés disso, a UE parece estar focada em encontrar soluções para as questões específicas que afetam as relações entre os dois lados.
É importante notar que a opinião de Mann não é necessariamente compartilhada por todos os países membros da UE. Algumas nações europeias, como a França e a Alemanha, têm uma visão mais crítica de Israel do que outras, como a Itália e a Polônia. No entanto, a afirmação de Mann sugere que a UE como um todo não tem uma política de “dualidade” em relação a Israel.
Em resumo, a entrevista de Michael Mann ao jornal “The Post” é um importante contributo para a discussão sobre as relações entre a Europa e Israel. Embora as tensões entre os dois lados sejam reais, a afirmação de Mann sugere que a UE não tem uma visão mais crítica de Israel do que em relação a outros países. Em vez disso, a UE parece estar focada em encontrar soluções para as questões específicas que afetam as relações entre os dois lados.
📖 Perspectiva Bíblica
“Não há Judeu nem Gentio, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher; pois todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:28)
Fonte original: Europe does not view Israel as an apartheid state, EU ambassador tells ‘Post’ – interview — Jerusalem Post
