Os altos funcionários diplomáticos e de segurança de Israel afirmam que a probabilidade de uma escalada militar direta com o Irã antes das eleições em Israel e nos Estados Unidos permanece baixa, embora não possa ser descartada completamente. O principal objetivo de Teerã seria perturbar o processo eleitoral e influenciar os resultados, sobretudo nos EUA, onde o país ainda não definiu a composição do Congresso. Segundo os analistas israelenses, o Irã tem concentrado seus esforços na estreita de Hormuz, tentando elevar o preço do petróleo e, assim, favorecer os democratas nas próximas eleições congressionais. Um triunfo democrático poderia enfraquecer a política do presidente Donald Trump em relação ao Irã, potencialmente encerrando a guerra sem que o regime de Teerã fosse derrotado de forma decisiva.
Em relação a Israel, as autoridades preveem que o Irã tentará interferir nas eleições por meios indiretos, mas um ataque direto a partir do território iraniano é considerado improvável. A vulnerabilidade de Teerã a uma retaliação israelense – que poderia atingir alvos estratégicos como instalações petrolíferas – funciona como um forte elemento dissuasor. Da mesma forma, a possibilidade de o Hezbollah lançar ataques contra Israel também é vista como baixa, embora não seja inexistente. O grupo terrorista libanês recebeu avisos recentes de que qualquer agressão provocaria uma resposta militar israelense contundente, tanto no distrito de Dahiyeh, forte de apoio ao Hezbollah no sul de Beirute, quanto em áreas mais profundas do Líbano.
Outra preocupação levantada pelos oficiais é a possibilidade de ataques terroristas contra alvos israelenses e judeus ao redor do mundo, estratégia que o Irã poderia empregar para gerar instabilidade e desviar a atenção das eleições. Para reforçar a dissuasão, o Exército israelense proibiu a saída de tropas de suas bases, enquanto o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz emitiram alertas públicos. Essas medidas visam evitar uma confiança excessiva nas avaliações de que Israel seria capaz de deter seus adversários sem necessidade de ação preventiva.
No âmbito diplomático, o encontro de segunda‑feira entre o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e autoridades israelenses abordou não só a questão iraniana, mas também outros temas estratégicos, como a relação com a Arábia Saudita e a cooperação entre os dois países na guerra contra os houthis no Iêmen. A conversa reforçou a aliança estreita entre Washington e Jerusalém, sinalizando que, apesar das tensões regionais, há um esforço coordenado para conter a influência iraniana e garantir a estabilidade nos processos eleitorais de ambos os países.
Em suma, embora o Irã possa buscar maneiras de desestabilizar as eleições através de pressões econômicas, ataques cibernéticos ou atos de terrorismo, um confronto militar direto com Israel parece improvável devido ao risco de represálias devastadoras. A estratégia de Teerã parece focada em manipular o cenário político internacional, sobretudo nos Estados Unidos, para melhorar sua posição geopolítica, enquanto Israel e seus aliados permanecem vigilantes e reforçam sua postura defensiva para impedir qualquer tentativa de interferência.
📖 Perspectiva Bíblica
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9)
Fonte original: Iran unlikely to attack Israel directly, may seek to disrupt elections — Israel Hayom
