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Israel: Esperança de cura do Alzheimer?

Pesquisadora israelense fez grande avanço em ensaio promissor contra o Alzheimer

Por anos, os tratamentos para Alzheimer se concentraram na remoção de depósitos de amiloide do cérebro. Um estudo do Instituto Weizmann de Ciências em Israel, sugere a direção oposta: enfraquecer temporariamente um freio no sistema imunológico, para permitir que ele auxilie melhor o cérebro durante o envelhecimento.

Em um primeiro ensaio com 40 pacientes, o tratamento se mostrou seguro. A Profª. Michal Schwartz, líder do estudo, considera os resultados “uma ótima notícia para a humanidade” se forem comprovados em um ensaio maior.

Uma abordagem experimental para o tratamento da doença de Alzheimer, desenvolvida em Israel, está apresentando resultados iniciais promissores em um ensaio clínico inédito com 40 pacientes em estágio inicial. As descobertas, publicadas hoje (quarta-feira) na revista Nature Medicine, baseiam-se em alterações em biomarcadores relacionados a danos nos nervos – e não em um efeito direto na memória, que ainda não foi testado, mas são suficientes para permitir a transição para um ensaio clínico mais amplo. A abordagem se baseia em uma ideia oposta à maioria dos tratamentos existentes: em vez de atacar diretamente os depósitos de proteína no cérebro, o sistema imunológico é utilizado para ajudar o cérebro a lidar com a doença por conta própria.

Por trás da abordagem inovadora está a Profª. Michal Schwartz, do Departamento de Neurociências do Instituto Weizmann de Ciências, laureada com o Prêmio Israel na área de ciências da vida e fundadora científica da empresa ImmunoBrain, que recebeu uma licença da Divisão de Comercialização de Propriedade Intelectual do Instituto Weizmann para desenvolver as descobertas que surgiram em seu laboratório. “A doença pode permanecer adormecida por muitos anos sem apresentar quaisquer sintomas”, confirma o Profª. Schwartz. “E quando ela se manifesta com sintomas cognitivos, a grande questão que vem sendo debatida há anos é o que causa a transição de uma doença assintomática para uma doença sintomática e o que causa a rápida deterioração.”

“Quebrei essa suposição pela primeira vez em 1998. Foi o primeiro artigo publicado a constatar que o sistema imunológico é necessário para o funcionamento do cérebro”, afirma. “A princípio, houve muita resistência da comunidade científica às minhas descobertas. Aos poucos, demonstramos que o cérebro é muito dependente do sistema imunológico, inclusive para o seu funcionamento diário.” A conexão com o Alzheimer surgiu da compreensão de que a idade é o principal fator de risco para a doença. “O Alzheimer é uma doença da idade. Com o passar dos anos, o sistema imunológico falha e, por isso, sua capacidade de auxiliar o cérebro diminui”, explica. “A ideia era que, em vez de tratar o cérebro, trataríamos o sistema imunológico e restauraríamos sua capacidade de auxiliar o cérebro, e foi isso que fizemos.”

Fonte: YnetNews, Instituto Weizmann de Ciências em Israel, Nature Medicine

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