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Israel exit polls mostram vitória na 26ª Knesset com adesão

Os locais de votação em Israel encerraram suas atividades às 22h de terça‑feira, e, ainda antes da divulgação oficial dos números, as principais redes de televisão divulgaram as pesquisas de saída (exit polls) referentes à eleição para a 26ª Knesset. O pleito foi marcado por uma participação cidadã excepcionalmente alta, reflexo da intensa mobilização dos partidos que buscaram levar seus eleitores às urnas. O cenário político que se desenha gira em torno de três questões decisivas: se a direita conseguirá alcançar a maioria, se a coalizão oposta a Benjamin Netanyahu será capaz de formar governo e qual será o peso dos partidos árabes no equilíbrio de forças.

De acordo com a pesquisa de saída da Kan 11, o Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, conquistou 25 cadeiras, enquanto o novo bloco de centro‑direita Yashar!, comandado por Gadi Eisenkot, ficou com 21 cadeiras e o partido B’Yachad, de Naftali Bennett, obteve 14. Os partidos árabes – a Joint List e Ra’am – somaram 17 cadeiras (10 e 7, respectivamente). Outras legendas relevantes foram os Democratas (10 cadeiras), Yisrael Beytenu (8) e Otzma Yehudit (7). Shas, United Torah Judaism e Religious Zionism ficaram com seis cadeiras cada. Nessa projeção, o bloco de Eisenkot chega a 53 cadeiras, o de Netanyahu a 50 e os partidos árabes mantêm 17.

A pesquisa da Channel 12 apresenta números ligeiramente diferentes: o Likud ficaria com 24 cadeiras, Yashar! com 22 e B’Yachad com 12. A soma dos partidos árabes subiria para 18 cadeiras (11 da Joint List e 7 da Ra’am). Yisrael Beytenu e os Democratas teriam nove cadeiras cada, Shas oito, e United Torah Judaism, Religious Zionism e Otzma Yehudit seis cada. Essa projeção mantém o Likud na liderança, mas ainda não define quem será o próximo primeiro‑ministro.

Já a Channel 13 aponta para um cenário ainda mais equilibrado: Likud com 25 cadeiras, Yashar! com 23 e B’Yachad com 14. Os partidos árabes permanecem com 17 cadeiras (10 da Joint List e 7 da Ra’am). Os Democratas ficariam com nove cadeiras, Yisrael Beytenu e United Torah Judaism com sete cada, e Otzma Yehudit, Religious Zionism, Zehut e Shas com seis cada. O Likud continua a ser o maior partido individual, porém nenhum dos blocos atinge a maioria absoluta de 61 cadeiras.

Por fim, a pesquisa da Channel 14 oferece uma visão mais agregada, indicando que o bloco de direita totalizaria 60 cadeiras, o bloco de esquerda 43 e os partidos árabes 17. O Likud lideraria o bloco direito com 30 cadeiras, Yashar! com 19 e B’Yachad com 11. Shas, United Torah Judaism e Religious Zionism completariam a composição do bloco, cada um com seis cadeiras.

Embora as pesquisas de saída apontem para um Knesset fragmentado, sem que nenhum dos blocos alcance a maioria necessária para governar sozinho, o cenário ainda está longe de ser definitivo. O presidente Isaac Herzog terá até 11 de novembro para designar um candidato a formar governo, e essa escolha não precisa recair sobre o líder da maior bancada. Caso o bloco de Netanyahu consiga angariar apoio de partidos religiosos ou de direita mais radical, pode chegar próximo da maioria; alternativamente, uma coalizão anti‑Netanyahu – possivelmente composta por Yashar!, B’Yachad, partidos centristas e até alguns setores religiosos moderados – também tem condições de alcançar os 61 votos, especialmente se conseguir apoio dos partidos árabes ou de grupos centristas como os Democratas.

As implicações são significativas tanto para a política interna quanto para a posição de Israel no cenário internacional. Um governo liderado por Netanyahu provavelmente manterá a política de segurança firme, a continuidade das negociações com os palestinos em termos restritos e uma postura assertiva nas relações com o Irã e outros adversários regionais. Por outro lado, uma coalizão oposta poderia abrir espaço para um discurso mais moderado, possivelmente retomando iniciativas diplomáticas com a Autoridade Palestina e buscando maior apoio internacional em áreas como tecnologia e energia.

Em síntese, as pesquisas de saída revelam um eleitorado ainda polarizado, mas com espaço para negociações intensas nos bastidores. O próximo passo será a oficialização dos resultados em 4 de novembro e, em seguida, as intensas negociações que definirão quem, dentre os líderes de Likud, Yashar! ou outra figura designada pelo presidente, assumirá a chefia do executivo israelense nos próximos quatro anos.


📖 Perspectiva Bíblica

“Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança!” (Salmos 33:12)

Fonte original: Israel election 2026 exit polls: Full results — Israel Hayom

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