A mídia qatariana AJ+ está moldando a visão de Geração Z sobre Israel
Em universidades como a Columbia, em Nova York, os estudantes de primeiro ano passam horas por dia navegando em suas redes sociais. Entre os vídeos que aparecem em suas telas, há conteúdo que não apenas entretém, mas também promove mensagens que seriam consideradas radicais apenas alguns anos atrás, mas agora estão alcançando o coração do mainstream. Em alguns vídeos, apresentadores jovens e entusiastas insistem que criticar o Estado de Israel não é anti-semitismo. Outros apresentam a hipótese de que os americanos estão se afastando de Israel, e alguns fãs do time de futebol da Iran, apesar de demonstrar apoio ao regime, negam qualquer interesse político, argumentando que apenas apoiam a equipe.
Essa narrativa é reforçada por conteúdo de AJ+, uma plataforma operada pela rede de televisão qatariana Al Jazeera. Com milhões de seguidores em plataformas como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e X, AJ+ publica conteúdo em inglês, espanhol, francês e árabe. Lançado em 2014, com um orçamento inicial de vários milhões de dólares, AJ+ é uma máquina de propaganda que espalha mensagens hostis sobre Israel em tempo integral. Em 2019, a rede Al Jazeera suspendeu dois funcionários da AJ+, após eles publicarem um vídeo que sugeria que os judeus haviam exagerado a escala do Holocausto, gerando uma grande repercussão.
Segundo o Dr. Ariel Admoni, pesquisador da Universidade Ariel e do Instituto de Estratégia e Segurança de Jerusalém, AJ+ tem suas raízes na Al Jazeera America, uma filial da rede qatariana nos Estados Unidos, lançada em 2010. “Eles montaram uma equipe de mídia em São Francisco, e o objetivo era tornar o conteúdo acessível a jovens audiências ocidentais e se movimentar em direção a material mais subversivo e provocativo”, explicou o pesquisador. Em anos recentes, AJ+ se conectou extremamente bem com uma geração progressista jovem e com o discurso anti-colonial que se vê em campi universitários. A narrativa da AJ+ frequentemente se baseia na ideia dos oprimidos lutando contra autoridades opressoras.
A influência de AJ+ está se tornando cada vez mais significativa, especialmente em universidades, onde a geração progressista está cada vez mais influenciada por conteúdo que promove a ideia de que os Estados Unidos e Israel são opressores e que os movimentos anti-colonial e anti-imperialistas são a resposta. É preciso estar atento ao impacto dessas mensagens, que podem moldar a visão de Geração Z sobre Israel e o mundo ao seu redor.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: How Qatar's AJ+ is shaping Gen Z's view of Israel — Israel Hayom
