Uma coalizão de firmas de advocacia, que representam acionistas da The New York Times, está ameaçando processar a editora caso ela não forneça os “livros e registros” da empresa para uma investigação interna. O objetivo é examinar se a diretoria da empresa descumpriu suas “obrigações de fiscalização essenciais” após uma série de reportagens investigativas controversas que visavam defamá-la Israel ou apoiar políticos democratas anti-israelenses. Segundo uma carta de advertência divulgada no site do Washington Free Beacon, se a revista não fornecer os documentos até 21 de julho, um processo será arquivado na Suprema Corte do Condado de Nova York. A National Center for Public Policy Research (NCPPR), um instituto de pesquisa conservador e não partidário, e o National Jewish Advocacy Center (NJAC), estão por trás da ameaça, e agora foram juntados por outras firmas de advocacia proeminentes.
É importante esclarecer que, apesar de serem considerados “acionistas”, essas organizações não são acionistas controladores ou bilionários que detêm grandes participações na empresa. Em vez disso, elas detêm apenas uma fração de um por cento das ações da empresa, um holding simbólico. Essas organizações estão utilizando leis de seguridade dos EUA, que permitem que qualquer entidade que tenha detido ações avaliadas em apenas US$ 2.000 por um período contínuo possa demandar acesso a documentos de gerenciamento. Essa estratégia – conhecida como “ativismo de acionista” – não visa um golpe financeiro da empresa, que é uma das maiores editoras de jornais do mundo, com um valor de US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 43,2 bilhões). Em vez disso, ela serve como uma ferramenta legal e midiática aguçada, projetada para pressionar a gestão, expor a conduta inadequada e forçar a responsabilidade por danos potenciais à reputação e aos investidores.
Os demandantes argumentam que transformar uma publicação em uma “arma de propaganda que difunde narrativas falsas” constitui um risco real para qualquer investidor na empresa. A demanda atual ocorre no contexto de uma crescente cólera sobre a cobertura da guerra em Gaza. No centro da crítica está uma das más e distorcidas acusações feitas ao Estado de Israel na mídia moderna – publicada sob a forma de uma “peça de opinião” – pelo colunista Nicholas Kristof em 11 de maio de 2026. O artigo alegava que o Estado de Israel pratica abusos sexuais contra palestinos como uma política sistemática, incluindo alegações infundadas envolvendo cães e cenouras. Após a publicação do artigo, o governo israelense decidiu examinar a possibilidade de tomar medidas legais contra a revista.
O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, instruiu o diretor-geral do seu ministério, Eden Bar-Tal, a contatar a procuradora-geral Gali Baharav-Miara para avançar passos legais contra a The New York Times, tanto em Israel quanto globalmente. O Ministério das Relações Exteriores deixou claro na época que a publicação era um eco explícito da propaganda do Hamas, projetada para negar e minimizar a violência sexual da ataques de 7 de outubro, enquanto tentava criar uma falsa simetria entre Israel e o grupo terrorista.
📖 Perspectiva Bíblica
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)
Fonte original: New York Times faces shareholder lawsuit threat over biased anti-Israel coverage — Israel Hayom
