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Israel pode mudar de rumo com novo presidente dos EUA em …

A partir de 20 de janeiro de 2029, quando o próximo presidente dos Estados Unidos assumir o cargo, o cenário geopolítico do Oriente Médio poderá mudar de forma drástica, sobretudo em relação ao conflito israelo‑palestino. O autor da matéria alerta que, nos próximos dois anos, Washington ainda tem margem de manobra para definir políticas que podem tornar inviável a manutenção da estratégia de segurança de Israel. Caso o futuro presidente seja democrata – probabilidade que o texto coloca em torno de 50 % – é provável que, nos primeiros dias de mandato, ele assine uma série de ordens executivas que incluam o reconhecimento de um Estado palestino, a proibição de importação de produtos oriundos dos assentamentos israelenses e sanções contra políticos de direita que atuam em Jerusalém. Essa perspectiva surge num momento em que a campanha eleitoral americana tem sido marcada por discursos superficiais, enquanto a questão palestina se torna o ponto de convergência de tensões internas e externas.

O texto destaca que a retomada do debate sobre a solução de dois Estados tem origem na morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas que, ao falecer, devolveu ao centro das discussões internacionais a “questão palestina”. Sinwar deixa um legado de radicalização que, segundo o autor, coloca Israel diante de um “estado terrorista islâmico hostil” nas proximidades de cidades como Kfar Saba, lembrando o horror vivido em Kfar Aza. Entre as propostas que circulam no espectro político israelense, a única que sugere uma resposta concreta vem de Avigdor Liberman, que propõe a entrada de forças jordanianas na Cisjordânia. Embora o autor considere a ideia um “erro amargo”, reconhece que Liberman entende a necessidade de Israel assumir a iniciativa ao invés de “navegar calmamente rumo ao iceberg”.

Dentro do governo israelense, o ministro da Defesa, Yoav Gallant (Eisenkot), oscila entre visitas a assentamentos como Gush Etzion e a reversão de medidas do ministro da Economia, Itamar Smotrich, que tem avançado na expansão de colonatos. A coalizão, segundo o texto, mantém a política de “mais um dunam, mais um bode”, esperando que a comunidade internacional se acostume à situação de fato. Uma fonte familiarizada com as relações EUA‑Israel afirma que, mesmo sob uma administração democrática hostil, Washington não removerá automaticamente o veto no Conselho de Segurança nem reconhecerá um Estado palestino se Israel permanecer em um “trajeto estável e positivo”. Essa fonte lamenta a retirada da cláusula de anexação presente no “Deal of the Century” de Trump, que havia limitado a expansão dos assentamentos ao conceder algum grau de legitimidade à soberania israelense sobre o território.

Entretanto, o autor sustenta que o verdadeiro ponto de inflexão está em Gaza. Foi lá que o conflito se intensificou e será lá que se decidirá o futuro da região. O plano de Trump que pôs fim à guerra – o primeiro a separar a Faixa de Gaza da Cisjordânia e a desvincular a Autoridade Palestina de um arranjo de governança tradicional – ainda é visto como um marco importante. O acordo rompeu a ligação entre as duas áreas, substituiu a Autoridade Palestina por um novo modelo de administração e propôs a permanência de forças israelenses na Faixa, ao mesmo tempo em que tentou afastar o processo de Oslo.

Se nos próximos dois anos Washington decidir por políticas que reconheçam um Estado palestino e imponham sanções aos assentamentos, Israel perderá tempo valioso para consolidar sua segurança nas fronteiras e para negociar acordos que preservem seus interesses estratégicos. A consequência seria a “hora da verdade” para o país: um possível isolamento diplomático, pressões econômicas e a necessidade de repensar a estratégia de defesa em um ambiente cada vez mais hostil. Por isso, o autor conclui que o prazo de dois anos é decisivo; após esse período, as opções de ação serão drasticamente reduzidas e o risco de um impasse permanente – ou até de um conflito maior – aumentará consideravelmente.


📖 Perspectiva Bíblica

“Portanto, estai vigilantes; porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.” (Mateus 24:42)

Fonte original: Israel has two years left to act. After that, it will be too late — Israel Hayom

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