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O novo bloco de poder da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão preocupa Israel, Irã e aliados

O novo bloco de poder da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão preocupa Israel e aliados

A Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram um acordo de “defesa conjunta” durante um cimeiro em Meca, na sexta-feira passada. No sábado, a Turquia indicou que o Egito poderia também se juntar ao pacto. Embora o objetivo inicial do acordo seja servir como contrapeso ao eixo iraniano, não há dúvida de que ele também visa criar um novo centro de gravidade que fortaleça a posição do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman da Arábia Saudita e do presidente Recep Tayyip Erdogan da Turquia. Ambos os líderes não se contentam apenas com a ameaça iraniana e seus aliados terroristas no Iraque, Líbano e Iêmen. A insatisfação saudita com a aliança entre Israel e os Emirados Árabes Unidos foi aparente há algum tempo. Os sauditas, que se consideram os líderes do Golfo, parecem determinados a fortalecer sua posição contra os emiriatas. Para isso, o príncipe herdeiro bin Salman está disposto a consolidar sua posição através de um eixo islâmico que possa eclipsar Abu Dhabi. A Turquia, por sua vez, busca construir um eixo islâmico como contrapeso ao poder regional de Israel.

Os três países afirmaram oficialmente que buscavam “fortalecer a dissuasão coletiva” e expandir a cooperação de defesa. O acordo também estabelece que “qualquer ataque armado contra um dos três estados será considerado um ataque contra todos eles”. Erdogan enfatizou que o acordo apenas reafirmava o direito dos países a defender-se e “não alvo nenhum país”. Pelo contrário, disse, era aberto a outros países que buscam “paz, prosperidade e estabilidade” na região. No entanto, é claro que Israel é um dos principais alvos da Turquia.

A Qatar acolheu o acordo com entusiasmo. O ex-primeiro-ministro do país, Sheikh Hamad bin Jassim bin Jaber Al Thani, descreveu-o como um passo importante e animador. Ele esperava que os outros países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) seguissem o exemplo e se juntassem ao pacto, criando assim uma estratégia de defesa compartilhada eficaz. Para Doha, a inclusão do Paquistão e da Turquia no acordo fortalece o eixo islâmista. Os comentaristas sauditas também destacaram as novas oportunidades criadas pelo acordo, especialmente no desenvolvimento de indústrias de defesa. Um comentarista saudita estreitamente ligado ao governo argumentou que a Turquia tem uma indústria de defesa avançada e o Paquistão tem expertise militar e tecnológica considerável, enquanto a Arábia Saudita traz capacidade de investimento, participação no mercado e localização estratégica. A cooperação pode ser ampliada em áreas como drones, sistemas de mísseis e defesa aérea, radar, cibersegurança, inteligência artificial e satélites.

No entanto, o acordo de defesa não parece ter tido efeito significativo na detenção do grupo Houthi de Iêmen. O presidente do Conselho Político Supremo de Iêmen, Mahdi al-Mashat, ameaçou Riyadh no fim de semana, dizendo que o grupo continuaria em sua “equação de cerco por cerco” até alcançar seus objetivos. Al-Mashat também se referiu ao novo eixo de defesa, dizendo que qualquer país que busque participar do pacto deve estar preparado para enfrentar as consequências.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Saudi Arabia builds a new power bloc with Turkey and Pakistan — Israel Hayom

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