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Israel: Smotrich, former Likud MK Feiglin to announce joint

Bezalel Smotrich, atual ministro das Finanças e líder do partido religioso nacionalista, e Moshe Feiglin, ex‑deputado do Likud e fundador do movimento libertário Zehut, devem anunciar nesta terça‑feira à noite a formação de uma aliança para as eleições gerais previstas para outubro. A notícia chega pouco antes do prazo final para a entrega das listas partidárias, que se encerra na próxima semana, e indica que os dois políticos pretendem unir forças para disputar a disputa eleitoral que determinará a composição do próximo Knesset.

A união entre Smotrich e Feiglin tem raízes em uma convergência ideológica que, embora não seja completa, compartilha pontos de vista sobre a necessidade de reforçar a identidade judaica do Estado e de adotar políticas mais duras em relação aos territórios ocupados. Smotrich, que tem sido um dos principais articuladores da agenda de colonização e de reformas judiciais, tem buscado ampliar sua base eleitoral ao atrair eleitores religiosos e nacionalistas. Já Feiglin, conhecido por seu discurso libertário e por defender a soberania total de Israel sobre toda a Cisjordânia, tem se apresentado como uma voz de protesto contra o establishment político tradicional.

A aliança pode representar um novo bloco de direita radical que, se conseguir ultrapassar o limiar de 3,25 % de votos necessário para entrar no parlamento, poderá exercer papel decisivo na formação de coalizões. O atual governo de Benjamin Netanyahu enfrenta pressões internas e externas, e a presença de um bloco ainda mais à direita pode complicar ainda mais as negociações para a construção de uma maioria estável. Analistas apontam que, caso a aliança consiga atrair eleitores descontentes com a política de concessões territoriais e com a percepção de fraqueza institucional, ela pode driblar tanto o Likud quanto o Yamina, tradicionalmente os principais representantes da direita israelense.

Do ponto de vista interno, a parceria pode gerar tensões dentro do próprio partido religioso nacionalista, que tem membros mais moderados que temem que a associação com Feiglin possa afastar eleitores centristas. Por outro lado, Feiglin tem buscado se distanciar de sua imagem de outsider e ganhar legitimidade institucional, e a aliança com Smotrich oferece a estrutura necessária para alcançar o parlamento.

No cenário internacional, a formação de um bloco ainda mais conservador pode intensificar críticas de governos e organizações que já denunciam a expansão de assentamentos e a erosão do Estado de Direito em Israel. Países aliados, como os Estados Unidos, podem pressionar por moderação, enquanto movimentos de direitos humanos podem usar a aliança como argumento para reforçar suas campanhas.

Em síntese, o anúncio da aliança entre Smotrich e Feiglin marca um ponto de inflexão na política israelense, ao reunir duas correntes da direita que, apesar de diferenças de estilo e ênfase, compartilham um objetivo comum: fortalecer a identidade judaica do país e adotar uma postura mais firme nas questões de segurança e território. O impacto dessa união será medido nas urnas de outubro, mas já se antevê que ela terá repercussões significativas tanto na dinâmica interna do Knesset quanto nas relações de Israel com a comunidade internacional.


📖 Perspectiva Bíblica

“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal.” (Jeremias 29:11)

Fonte original: Smotrich, former Likud MK Feiglin to announce joint run in October elections — Jerusalem Post

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