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Israel sofre críticas de UK e Espanha ao recusar ajuda

A postura diplomática de Reino Unido, França e Espanha em relação a Israel tem sido comparada a um paciente que, ao sentir-se enfermo, recusa o tratamento. A crítica ao Estado judeu é legítima – a comunidade internacional deve cobrar o respeito ao direito internacional e a proteção de civis em Gaza – mas, quando essa crítica se transforma em uma política coordenada de isolamento e enfraquecimento, a Europa precisa refletir sobre quem realmente sai perdendo e quem se beneficia desse abismo.

Nos últimos meses, o Reino Unido suspendeu algumas licenças de exportação de armamentos para Israel, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron pediu explicitamente a interrupção do fornecimento de armas usadas nos conflitos em Gaza e no Líbano. A Espanha foi ainda mais incisiva, aprovando em setembro de 2025 um embargo de armas que inclui restrições severas a tecnologias de uso dual. Essas decisões podem ser compreendidas como respostas a preocupações humanitárias, mas ignoram completamente as ramificações estratégicas que elas acarretam.

Israel tem sido a principal linha de defesa contra três ameaças que afetam diretamente a segurança europeia: Hamas, Hezbollah e a aliança mais ampla liderada pelo Irã. Ao enfraquecer o país que está no front da luta contra esses inimigos, a Europa, na prática, diminui sua própria capacidade de conter a expansão da influência iraniana. Em outubro de 2025, o diretor-geral do MI5, Ken McCallum, revelou que a agência britânica monitorou mais de vinte planos de ação apoiados por Teerã em apenas um ano, incluindo tentativas de assassinato frustradas nos Países Baixos e na Espanha. O Irã tem, assim, exportado repressão, intimidação e assassinatos para dentro do continente, tornando a ameaça muito mais que um problema distante do Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, a Rússia continua a conduzir uma guerra de sombras na Europa, muito além da invasão física da Ucrânia. A UE documentou ataques cibernéticos graves, sabotagem de infraestruturas e manipulação massiva de informações. A França atribuiu diretamente à inteligência militar russa tentativas de subverter processos eleitorais, mídia e agências públicas essenciais. No Reino Unido, indivíduos foram condenados por incendiarmos um armazém que continha suprimentos críticos para a Ucrânia. Essa campanha coordenada visa minar a segurança, a estabilidade econômica e a confiança pública europeias, e conta com a colaboração entusiástica de Teerã.

A ameaça do extremismo islâmico radical também permanece como um perigo interno significativo. O relatório da Comissão Europeia sobre o Europol de 2025 destacou que o terrorismo jihadista foi a maior ameaça ao bloco em 2024, com especial preocupação quanto à radicalização de jovens. Os atentados em Paris, o assassinato do professor Samuel Paty e a carnificina em Barcelona demonstram o alto custo da inação. Embora a luta contra o extremismo deva ser rigorosa, é importante reconhecer que milhões de muçulmanos europeus vivem em paz e colaboram com as autoridades, sendo parte da solução e não do problema.

Em suma, a política europeia de punição indiscriminada a Israel corre o risco de fortalecer, ao invés de enfraquecer, seus verdadeiros adversários – Irã, Rússia e grupos jihadistas. Ao retirar apoio a quem está na linha de frente da defesa regional, a Europa abre brechas que podem ser exploradas por esses atores hostis, comprometendo tanto a segurança interna quanto a estabilidade geopolítica do continente. Uma abordagem equilibrada, que combine crítica legítima com apoio estratégico a Israel, seria mais eficaz para proteger os interesses europeus a longo prazo.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mateus 7:1)

Fonte original: Europe's blind spot: How punishing Israel emboldens its own enemies — Israel Hayom

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