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Israel viola acordo de cessar fogo na Faixa de Gaza

A tensão na Faixa de Gaza continua a aumentar, após a declaração do porta-voz de Hamas, Hazem Qassem, de que a organização permanece comprometida com o acordo de cessar-fogo e pede aos países mediadores que pressionem Israel a parar suas violações. De acordo com Qassem, a discussão crescente em Israel sobre a aceleração do fortalecimento militar de Hamas na Faixa de Gaza é apenas uma justificativa para o contínuo agressivismo israelense nessa região.

Após as guerras no Irã e no Líbano, que atraiu a atenção e as capacidades militares de Israel, a pressão sobre Hamas foi reduzida. A organização pôde estabilizar seus sistemas, entranhar sua governança e aumentar os esforços para restaurar suas capacidades militares. No entanto, a série de assassinatos direcionados em sua liderança trouxe de volta a realidade sombria e fez com que seus líderes mais altos voltassem a se esconder nos túneis.

Os relatos de que o Conselho de Paz aprovou em silêncio a política israelense de assassinatos direcionados e a redução do território controlado por Hamas estão perturbando os líderes da organização. Eles estão preparando fórmulas criativas para enganar o público e os países mediadores, mas sem intenção de se desarmar. Eles não pretendem aceitar nem mesmo a fórmula mais branda proposta por Nikolay Mladenov, que estava disposto a se contentar com a “concentração, armazenamento ou congelação do uso de armas”.

A lista crescente de operativos mortos fornece a Hamas uma demonstração não apenas das capacidades de inteligência e contraterrorismo israelenses, mas também do sucesso em realizar essa política apesar das restrições impostas por Hamas e os países mediadores. De perspectiva israelense, há também algo menos encorajador nessa lista: ela ilustra a ameaça crescente vinda do interior da Faixa de Gaza.

As declarações dos porta-vozes do Exército de Defesa de Israel (IDF) sobre os assassinatos direcionados oferecem pistas desse fato. Uma grande parcela dos terroristas mortos eram aqueles que “avanciavam planos terroristas contra as forças israelenses operando na Faixa de Gaza”. Alguns dos ataques visaram infraestruturas subterrâneas que Hamas tentou restaurar após o cessar-fogo, bem como rampas de lançamento e lançadores usados pela organização.

Esses fatos podem ser adicionados às indicações dos esforços de reconstrução da organização. É fundamental que Israel não permita que Hamas copie o modelo de Hezbollah, que forneceu ao grupo estratégias de construção de forças e confronto com Israel militarmente. Essas incluem a criação do exército de Hamas, o conceito de guerra subterrânea, que Hezbollah criou através de seus “reservas naturais” no sul do Líbano, e a adoção do princípio de transferir a luta para o território inimigo.

Hamas estuda os modelos de Hezbollah e os adapta às suas próprias limitações e às características únicas da frente da Faixa de Gaza. É fácil adivinhar o que está passando pela mente dos líderes de Hamas ao ver as vídeos de Hezbollah sobre o uso de drones e ouvir sobre os danos que esse arma causa a Israel. A organização está estudando e se preparando para enfrentar o desafio, e é fundamental que Israel continue a pressioná-la para evitar que ela se torne uma ameaça ainda maior.


📖 Perspectiva Bíblica

“Não te deites à mão esquerda e não te deites à mão direita, para que não te faças pecado.” (Lucas 9:5)

Fonte original: While Hamas rebuilds, Israel must keep Gaza an active front — Israel Hayom

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