Jericó, a cidade mais antiga do Mundo e a conquista da Terra Prometida

Jericó ainda é considerada a cidade mais antiga do Mundo, e segundo a grande maioria dos arqueólogos que já escavaram ali, sua primeira organização urbana teria começado por volta 11 mil anos atrás ainda durante a pré-história.

A palavra Jericó em Hebraico é Yericho, ou seja, casa do deus da lua. Mas o seu significado contradiz justamente o que os arqueólogos pensam ter descoberto, a torre pré-histórica cujo o interior está voltado para o nascer do sol.

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Acima a torre de Jericó, considerada a mais antiga construção urbana do Mundo.

Jericó aparece na Bíblia tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento, no livro de Josué ela é a primeira cidade conquistada pelos Hebreus a a caminho da Conquista da Terra Prometida conforme podemos ler no relato a seguir:

Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava. Então disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos. Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. E sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. E será que, tocando-se prolongadamente a trombeta de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.
Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor. E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do Senhor. E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete trombetas de carneiros diante do Senhor, passaram e tocaram as trombetas; e a arca da aliança do Senhor os seguia. E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as trombetas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as trombetas iam os sacerdotes. Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis. E fez a arca do Senhor rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e ali passaram a noite. Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram a arca do Senhor. E os sete sacerdotes, que levavam as sete trombetas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor, iam andando, e tocavam as trombetas, e os homens armados iam adiante deles e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor; os sacerdotes iam andando e tocando as trombetas. Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias.
E sucedeu que, ao sétimo dia, madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes. E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade. Porém a cidade será anátema ao Senhor, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá; ela e todos os que com ela estiverem em casa; porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis. Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor. Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as trombetas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da trombeta, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade. E tudo quanto havia na cidade destruíram totalmente ao fio da espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, e até ao boi e gado miúdo, e ao jumento.
Josué, porém, disse aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrai na casa da mulher prostituta, e tirai-a de lá com tudo quanto tiver, como lhe tendes jurado. Então entraram os jovens espias, e tiraram a Raabe e a seu pai, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram também a toda a sua parentela, e os puseram fora do arraial de Israel. Porém a cidade e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro, deram para o tesouro da casa do Senhor. Assim deu Josué vida à prostituta Raabe e à família de seu pai, e a tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel até ao dia de hoje; porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó. E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas. Assim era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra.

Josué 6:1-27

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Parte do que restou de um grande palácio na antiga Jericó.

Problemática bíblia, arqueológica ou problemática de Kathleen Kenyon?

Na década de 1950 escavou em Jericó uma das arqueólogas mais polêmicas da arqueologia moderna, Kathleen Kenyon alegou ter descoberto indícios incríveis da destruição passiva da cidade exatamente conforme a descrição da Bíblia, onde os muros primeiramente caíram e depois a cidade foi incendiada e os pertences abandonados. Ela até mesmo encontrou vasos repletos de grãos e cereais indicando que a destruição total foi repentina, de tal forma que seus moradores não esperavam o ocorrido.

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Acima, casa de Cananeus pegadas a muralha, exatamente conforme a descrição da casa da prostituta Raabe.

O único problema de Kathleen Kenyon era simplesmente sua visível tendência anti-semita e falta de má vontade em analisar outras fontes que chegaram ali duas décadas antes dela.

Os cidadãos de Jericho estavam bem preparados para um cerco. Uma fonte abundante que forneceu água para o antigo, bem como moderna, Jericho estava dentro das muralhas da cidade. No momento do ataque, a colheita tinha acabado de ser tomado em (Jos 3:15), de modo que os cidadãos tinham uma abundante oferta de alimentos. Isto foi confirmado por muitos grandes jarros cheios de grãos encontrados nas casas de Canaã por John Garstang em sua escavação na década de 1930 e também pela Kenyon. Com uma fonte de alimento abundante e bastante água, os habitantes de Jericó poderia ter estendeu por vários anos.

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A cerâmica encontrada em Jericó por John Garstang, esta cerâmica distintiva, decorada com padrões geométricos em vermelho e preto, estava em uso apenas no século 15 AC, o tempo da conquista dos israelitas de acordo com a cronologia bíblica. Além disso ele encontrou Jarros cheios de grão em Jericó. Eles foram carbonizados pelo fogo que os israelitas usaram para destruir a cidade cananéia.

jerico-escavacoesNa foto acima podemos ver as escavações de John Garstang em Jericó que mostram os restos da cidade destruída pelos israelitas em cerca de 1400 AC.

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Na foto acima, os vasos de Jericó ainda repletos de cereais em seu interior.

Com uma análise sistemática e simples, baseada na opinião de outros arqueólogos e não somente de uma arqueóloga é simples chegar a conclusão, se todos os indícios apontam para a destruição de Jericó exatamente conforme no relato bíblico, então é mais fácil entendermos que a datação de Kathleen Kenyon se tratava de uma decisão política e não científica, ignorar ou omitir dados tão importantes relacionados com o livro mais completo da humanidade que relata a saga do povo hebreu se trata nada menos do que um crime contra a humanidade e uma tentativa cruel de assassinar a fé cristã-judaica.

Em uma análise rápida dos indícios apresentados por John Garstang chegamos a conclusão de que Jericó foi realmente destruída por Josué e pelos hebreus exatamente conforme está descrita na Bíblia a cerca de 1450 anos atrás.

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Jericó nos dias de hoje não é administrada ou controlada por Israel, exatamente como não era antes da conquista da terra prometida a 3450 anos atrás, o Estado de Israel entregou-a a Autoridade Palestina após um longo período de negociações de paz e muita pressão internacional.

A Jericó descrita na Bíblia é a que mais atrai turistas para a cidade e é justamente ela que os palestinos fazem questão de esconder, pois os indícios bíblicos comprometeriam sua soberania na cidade. A presença dos turistas em Jericó é realmente um grande reforço a já tão debilitada economia palestina nos dias de hoje, e não há dúvidas de que se esta cidade estivesse em mãos judaicas, a economia na região seria muito mais desenvolvida do que ela é hoje, e os benefícios a população seriam muito maiores a exemplo de cidades como Jerusalém, Nazaré e Akko, onde mesmo a população árabe goza de muita prosperidade e serviços públicos como não goza em quase todo o Oriente Médio.

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Ao fundo, construções modernas de Jericó diante da cidade antiga em primeiro plano.

Antes do Estado de Israel devolver Jericó para os árabes jordanianos, atualmente chamados de palestinos, a cidade gozava de uma grande prosperidade econômica, milhares de pessoas invadiam a cidade bíblica para conhecer sua história, e outros milhares de israelenses a visitavam para fazer compras ou tentar a sorte no casino que funcionava ali. Após a entrega da cidade, ela viveu um grande período de declínio e somente nos últimos anos dá sinais de alguma melhora, porém nada comparado ao que era sob domínio judaico.

Mesmo após 3450 anos da conquista dos Hebreus, não há dúvidas de que somente o governo hebreu na região pode realmente trazer prosperidade aos seus moradores.

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