Mídia israelense foi vaiada por judeus ultra-ortodoxos ao comer pizza em local de atentado

No Brasil tudo acaba em Pizza, mas em Israel, a Pizza pode acabar em violência. A mídia em Israel merece críticas, mas a democracia está começando a corresponder ao seu fim quando sua mídia tem medo de fazer parte do jogo. Já estamos lá, infelizmente.

Já encontramos esses brotos do fim da democracia em ataques a equipes de filmagem no passado e, infelizmente, chegamos à conclusão de que atacar equipes de mídia em Israel é um consenso de ambos os lados: o jornalista Amnon Abramovich estava acompanhado de um furioso multidão em uma transmissão estrangeira, pedras foram atiradas contra o jornalista Ila Hasson, e as posições do Canal 14 na Praça Bima foram atacadas na manifestação da época.

“O fim da democracia” não é a reforma aparente do sistema judicial, não é um recálculo do custo e benefício da radiodifusão pública e certamente não é “a economia, seu tolo”. As maiores democracias do mundo farão mudanças na estrutura de seus regimes e na distribuição de poder entre as autoridades. Mas não há democracia em um mundo que convive com uma realidade em que os meios de comunicação ponderam se devem enviar equipes de filmagem, escolher quem é melhor enviar e fazer uma transmissão temendo o público que cerca a equipe.

Um público que vai da crítica legítima da mídia à perseguição em torno de comer pizza e um pogrom com equipamentos, é a linha vermelha que não devemos cruzar. Uma multidão que cerca as equipes de TV, e como na reportagem do News 13, espera a saída da polícia para atacar a emissora – é o sinal de alerta para todos nós.

Fonte: IsraelHayom

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