Netanyahu revela a verdade sobre o encontro com Trump e a estratégia de Israel para impedir um Irã nuclear
Em uma entrevista exclusiva ao programa Hang Out with Sean Hannity, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou abertamente sobre o recente encontro no Salão Oval com o presidente Donald Trump, a aliança Estados Unidos-Israel, a ameaça iraniana, a corrupção do Tribunal Penal Internacional (TPI/ICC) e a importância da “paz pela força” no Oriente Médio. O diálogo, marcado por reflexões pessoais e denúncias firmes, também homenageou o falecido senador Lindsey Graham e abordou temas como segurança de fronteiras, declínio europeu e a luta contra o terrorismo.
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Homenagem a Lindsey Graham e a aliança EUA-Israel
A conversa começou com emoção. Netanyahu e Hannity recordaram o senador Lindsey Graham, descrito como um grande patriota americano, defensor inabalável da aliança EUA-Israel e amigo próximo do presidente Trump. Graham, segundo Netanyahu, não se importava com “ventos da moda” nem com bots nas redes sociais: ele dizia abertamente que Israel era o único aliado real e combativo dos Estados Unidos no Oriente Médio.
“A segurança de Israel e a dos Estados Unidos estão interligadas”, afirmou Netanyahu. Ele destacou que os dois países lutaram “ombro a ombro” contra o regime iraniano, que grita “morte à América” e “morte a Israel”. A relação militar sob Trump e Netanyahu, disse ele, será julgada favoravelmente pela história — “o mundo nunca viu nada parecido”.
O encontro no Salão Oval: “um muro de granito”
Sobre a reunião com Trump, Netanyahu foi enfático: “Foi ótima. Foi uma das melhores reuniões que tivemos”. Ele rejeitou relatos de divisões, afirmando que críticos que procuram rachaduras encontram “um muro de granito”.
Os dois líderes compartilham o objetivo claro de impedir que o regime fanático de Teerã obtenha armas nucleares capazes de ameaçar americanos, israelenses e a paz mundial. “Vamos alcançá-lo por meios diplomáticos ou outros meios, mas estamos ambos comprometidos”, declarou. Netanyahu enfatizou que não tentou pressionar Trump por uma opção específica: analisaram abertamente possibilidades como um acordo mais amplo, o bloqueio do Estreito de Hormuz ou ação militar adicional. A decisão final cabe ao presidente americano.
Ele se mostrou cético quanto a facções “moderadas” no Irã. As diferenças, segundo ele, não são ideológicas, mas de avaliação da determinação ocidental: alguns temem a dureza de Trump; outros acreditam que podem manipular os EUA. “No final, é a nossa resolução comum que importa.”
O regime iraniano e o perigo nuclear
Netanyahu descreveu o regime iraniano como uma tirania que ataca todos à vista — Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos — e que já assassinou e mutilou dezenas de milhares de seus próprios cidadãos. “Isso é o que eles fazem sem armas nucleares. Imaginem o que fariam com elas.”
Ele alertou que o Irã já desenvolveu mísseis balísticos com alcance de cerca de 4.000 km (capazes de atingir Paris e Londres) e busca alcance intercontinental. Com urânio enriquecido a 60%, o caminho para grau de armamento (90%) pode ser feito em menos de 12 dias. Operações militares anteriores, como a “Epic Fury”, enfraqueceram significativamente o Irã, abrindo espaço para mais paz.
Corrupção do TPI e ameaças de prisão em Nova York
Netanyahu atacou duramente o Tribunal Penal Internacional, chamando-o de “organização corrupta e vil”. Ele detalhou o caso do promotor Karim Khan, que emitiu mandados de prisão contra ele e o ex-ministro da Defesa por alegada “fome” em Gaza — apesar de Israel ter enviado um milhão de toneladas de alimentos. Segundo Netanyahu, Khan cancelou uma visita a Israel após acusações de agressão sexual e usou a ofensiva anti-Israel como escudo. Khan acabou afastado após novas denúncias.
“É uma burocracia não eleita em Haia que poderia prender soldados americanos”, alertou. Ele anunciou que irá a Nova York em setembro para discursar na ONU e confrontar o que descreveu como ódio e mentiras, inclusive de autoridades locais que, segundo ele, celebraram o massacre de 7 de outubro.
Paz pela força e expansão dos Acordos de Abraão
Netanyahu repetiu a fórmula que, em sua visão, trouxe os Acordos de Abraão: “paz pela força”. Projetar força contra o Irã atraiu países árabes. Com o Irã mais fraco hoje, novas oportunidades de paz surgem. “A força detém os inimigos da paz.”
Ele destacou o compartilhamento de inteligência com os EUA (“Israel vale várias CIAs”) e a disposição de Israel de lutar quando muitos aliados europeus hesitam.
Fronteiras, Europa e valores comuns
A conversa abordou a segurança de fronteiras. Netanyahu contou que, como primeiro-ministro, construiu uma cerca que reduziu a imigração ilegal a zero em Israel, ao mesmo tempo em que acolhia etíopes judeus. “Se você perde o controle das fronteiras, perde o controle do destino.”
Ele concordou com a visão de declínio europeu: falta de vontade de se defender, imigração descontrolada, zonas de não-go e abandono de valores. Democracias, citando Churchill, “dormem” e precisam ser despertadas pelo perigo. Os EUA, sob Trump, evitam o mesmo caminho.
Destino pessoal e a luta contra o terror
Na parte mais pessoal, Netanyahu falou da morte do irmão Yonatan (Yoni) Netanyahu, comandante das forças especiais, morto na operação Entebbe (1976) que resgatou 103 reféns. Isso mudou sua vida: aos 27 anos, ele deixou o emprego e dedicou-se a combater o terrorismo, prevendo já em 1979 o perigo de um Irã nuclear.
Ele próprio serviu cinco anos na mesma unidade de elite e foi baleado em uma operação de resgate de avião sequestrado. “Os soldados israelenses me dão força. Eles entendem que lutam pela sobrevivência de Israel e pela civilização.”
Conclusão: civilização contra a barbárie
Netanyahu encerrou com um chamado claro: Israel luta a guerra da civilização contra a barbárie. Jovens americanos devem checar os fatos e não serem enganados por campanhas de desinformação e bots. O povo iraniano, segundo ele, reconhece a verdade — alguns até chamam Netanyahu carinhosamente de “Bibi jun” e nomeiam praças em sua honra à noite.
A aliança com os EUA, sob liderança de Trump, continua sólida. “Somos aliados. Ele é o parceiro sênior. Tratamo-nos com enorme respeito.” O objetivo permanece o mesmo: impedir um Irã nuclear, expandir a paz e defender a liberdade.
A entrevista completa reforça a mensagem central de Netanyahu: força, clareza moral e parceria inabalável são o único caminho para a segurança de Israel, dos Estados Unidos e do mundo livre.
