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Será que veremos um fim do autismo nesta geração? Veja no que esta empresa israelense está apostando

Empresa israelense com especialista de renome mundial e 2 laureados com o Prêmio Nobel em estágio inovador no desenvolvimento de cura para o autismo.

A empresa israelense Neuronus, que está desenvolvendo um medicamento inédito para o tratamento do autismo, conseguiu realizar um ensaio pré-clínico bem-sucedido.

  • O novo medicamento foi capaz de restaurar o comportamento normal em camundongos com comportamento autista.
  • Tudo isso sem nenhum efeito colateral descoberto até o momento, mesmo em doses extremamente altas.
  • A empresa possui uma equipe científica de classe mundial e está trazendo esperança real para milhões de pessoas em todo o mundo.
  • A empresa está começando a recrutar investidores para a próxima fase.

Nas últimas décadas, houve um aumento acentuado e contínuo na taxa de diagnóstico de autismo em todo o mundo. Só nos Estados Unidos, o custo total do tratamento e acompanhamento do autismo é estimado em meio trilhão de dólares por ano.

Além do enorme custo econômico, este é um profundo desafio humano: crianças e adultos no espectro autista enfrentam dificuldades com a comunicação social, ansiedade e significativa dificuldade de adaptação a novas situações.

Apesar dos enormes investimentos em pesquisa e tratamentos comportamentais, até hoje não existe um medicamento que trate o mecanismo biológico do autismo em si. É exatamente aí que entra a empresa israelense Neuronus.

Descoberta científica

Até recentemente, a causa do autismo era desconhecida. O estudo do professor israelense Yousef Amal, conduzido na Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou que o cérebro de uma pessoa com autismo apresenta níveis altíssimos de óxido nítrico. Essa molécula é essencial para a transmissão de sinais pelo cérebro. Quando o cérebro está sobrecarregado com óxido nítrico, ele não consegue funcionar de forma equilibrada. O resultado pode se manifestar de diversas maneiras, a maioria delas levando a comportamentos autistas. Isso de acordo com um estudo inédito conduzido pelo grupo do cientista-chefe da empresa, Prof. Amal, que atualmente atua como professor associado na Universidade Hebraica de Jerusalém e professor visitante no Boston Children’s Hospital, um dos líderes mundiais em pediatria, afiliado à Harvard Medical School.

Com base na descoberta na Universidade Hebraica de Jerusalém, a Neuronus foi fundada e decidiu desenvolver um medicamento inédito para o tratamento do autismo. O objetivo era restaurar os níveis de óxido nítrico no cérebro a um estado equilibrado. Os primeiros resultados dos experimentos foram extraordinários: em camundongos com mutações relacionadas ao autismo, ocorreu uma mudança comportamental, de modo que seu comportamento se tornou semelhante ao de camundongos do grupo de controle sem a mutação.

Além disso, em um experimento de segurança no qual grandes quantidades do medicamento foram administradas para testar possíveis efeitos colaterais, nenhum efeito colateral foi detectado.

Alzheimer também está nos planos de pesquisa

Mas a história não termina aí, já que um excesso da molécula (óxido nítrico) também é encontrado em pacientes com Alzheimer. Durante o experimento, descobriu-se que até mesmo células com mutações que levam ao Alzheimer e à degeneração neuronal foram capazes de restaurar sua função quando os níveis de óxido nítrico retornaram ao normal. Este é outro canal de negócios muito importante para a empresa. O mercado de Alzheimer, assim como o de autismo, também é enorme e atualmente não possui boas soluções.

A equipe científica e comercial

A empresa conta com a participação de dois ganhadores do Prêmio Nobel: o Professor Dan Shechtman e o Professor Roger Kornberg, da Universidade Stanford. Ao lado deles está o Professor Ya’im Amal, especialista mundial em pesquisa sobre autismo e muito respeitado internacionalmente na área. Ninguém se surpreenderia se ele também entrasse para a lista de ganhadores do Prêmio Nobel no futuro.

Da direita para a esquerda: O CEO da empresa, o cientista-chefe da empresa, o ganhador do Prêmio Nobel Prof. Kornberg / Foto: Rami Zeranger Da direita para a esquerda: O CEO da empresa, o cientista-chefe da empresa, o ganhador do Prêmio Nobel Prof. Kornberg / Foto: Rami Zeranger

A empresa é liderada por Amir Avniel, um CEO com um histórico impressionante de lançamento de várias empresas de biotecnologia na NASDAQ e em Israel. Amir tem experiência em levar empresas ao sucesso na área, e a combinação de conhecimento científico e empresarial pode ser o fator mais influente no sucesso da empresa e na obtenção da aprovação do medicamento pela FDA.

Potencial de negócios e comparação

Nos Estados Unidos, os custos do tratamento de um membro da família com autismo chegam a um terço da renda familiar. Além disso, de acordo com estudos, cerca de 45% dos pais de crianças no espectro relatam prejuízos significativos em seu trabalho e sustento. O prejuízo estimado para a economia americana como resultado do autismo, incluindo tratamentos, danos à família, adaptações para pessoas com autismo, etc., é de cerca de meio trilhão de dólares por ano. Trata-se de um valor quase imaginário, mas que cresce a cada ano.

Um medicamento como esse representaria um enorme alívio para o fardo econômico e, certamente, traria um alívio ainda maior para o aspecto psicológico.

Não é preciso esperar pelo medicamento

O lucro para empreendedores e acionistas pode chegar relativamente cedo, por meio de um IPO ou de uma venda da empresa. Empresas farmacêuticas que chegam mesmo à fase inicial, na qual realizam ensaios clínicos em humanos, às vezes atingem um valor que justifica a venda.

Para efeito de comparação, a Maplight Therapeutics, que também atua na área de distúrbios comportamentais como autismo e Alzheimer, está na segunda fase de ensaios clínicos. Ela abriu seu capital há algumas semanas com uma avaliação de US$ 700 milhões.

A Neuronus tem uma certa vantagem nesse campo: os custos dos ensaios clínicos devem ser relativamente baixos. Além disso, o medicamento da Neuronus não apresentou efeitos colaterais nos primeiros testes. Isso é um sinal encorajador, pois as dificuldades geralmente são descobertas nos estágios iniciais, quando se administra uma grande quantidade do medicamento.

A oportunidade, o investimento, o potencial

A empresa está atualmente em fase de captação de investidores através do site Exit Valley, com o objetivo de avançar para a próxima etapa de seus ensaios clínicos. Empresas farmacêuticas como a Neuronus costumam abrir capital na bolsa de valores muito antes da aprovação do FDA. É nesse momento que muitos investidores aguardam a aprovação para colher os frutos do sucesso financeiro.

Fonte: Calcalist, Magazine Financeiro de Israel

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